Windows 7 português concorre com versões pirateadas

31 de out. de 2009, 12:33 — lusa

Antes do lançamento oficial a nível mundial, o Windows 7 já tinha versões pirateadas que circulavam em várias lojas do movimentado mercado Xinyang, em Xangai, e, nas ruas de São Paulo, onde vendedores ambulantes comercializavam o novo sistema operacional em DVD. Segundo adiantou à agência Lusa fonte da Microsoft Portugal, o lançamento da versão nacional é "prazo mais curto da história" entre o lançamento mundial e o português "de todos os sistemas operativos já lançados pela Microsoft". À venda em todo o mundo desde 22 de Outubro, o Windows 7 tem como ambição, segundo então afirmou o director-geral da Microsoft, estar instalado em todo o tipo de computadores e fazer com que haja "um PC para cada utilizador e para cada contexto". "Quando Bill Gates criou a Microsoft [há três décadas] o seu 'slogan' era que houvesse um PC em cada escritório e em cada lar. Com o Windows 7 queremos que haja um PC para cada pessoa, cada habitação e cada contexto", disse Steve Ballmer numa entrevista à agência espanhola Efe. Segundo Ballmer, uma das principais novidades da última versão do sistema operativo da Microsoft é que "está desenhado para operar em toda a gama de computadores, desde os 'netbooks' mais simples de menos de 300 dólares, até aos computadores e plataformas mais sofisticados". Antecipando um muito maior sucesso do Windows 7 do que o do seu antecessor Vista, que chegou ao mercado em 2007, mas só está instalado em dois entre cada 10 computadores, devido aos muitos problemas técnicos que manifestou, o director-geral da Microsoft adiantou que, "dos mais de 300 milhões de computadores que se venderão no próximo ano, mais de 90 por cento terão o Windows 7". A estes juntar-se-ão depois as compras do programa isoladamente, com vista a actualizações de 'software' de computadores já em utilização. O desenvolvimento da nova versão do Windows mobilizou cerca de 3.000 engenheiros, 50.000 comerciais e oito milhões de utilizadores que o testaram antes do seu lançamento, mas o facto é que, ainda antes do início da comercialização mundial do sistema, já era possível encontrar cópias piratas em países como a China ou o Brasil.