Votos contra de Chega e PDLPT impedem acesso a financiamento da Capital Portuguesa da Cultura
Hoje 10:33
— Lusa/AO Online
“Com esta
decisão, o projeto PDL26 – Capital Portuguesa da Cultura deixa de ter
acesso ao financiamento inicialmente previsto de 5,3 milhões de euros,
uma vez que perde o investimento proveniente do Turismo de Portugal, de
fundos comunitários e de diversos patrocínios de empresas privadas,
reduzindo assim o orçamento inicial do projeto de 5,3 milhões para cerca
de três milhões de euros”, informa a Câmara Municipal de Ponta Delgada
em comunicado.A autarquia presidida pelo
social-democrata Pedro Nascimento Cabral refere que “a iniciativa do
executivo do PSD visava garantir o acesso ao financiamento dos restantes
dois milhões de euros, tendo sido rejeitada com os votos contra do
Chega e do PDLPT e a abstenção do PS, impedindo, desta forma, a
concretização do orçamento inicialmente previsto de 5,3 milhões de
euros”.O voto contra dos eleitos dos dois
partidos “impede o acesso ao referido financiamento, causando um grave
prejuízo à programação cultural da Capital Portuguesa da Cultura e
representando um profundo desrespeito pelo trabalho desenvolvido por
todos os produtores e agentes culturais que tinham a legítima
expectativa de participar plenamente na PDL26”, acrescenta.Na
nota, o município sublinha ainda que com a rejeição da proposta, deixam
de estar assegurados cerca de 305 mil euros de patrocínios, 650 mil
euros do Turismo de Portugal, cerca de 16 mil euros de receitas de
‘merchandising’ e uma candidatura financiada em um milhão de euros
através do Portugal 2030 (dependente de uma comparticipação municipal de
176 mil euros).O presidente da Câmara
Municipal de Ponta Delgada lamenta “profundamente” os votos contra do
Chega e do PDLPT, afirmando que a decisão “significa um corte de cerca
de dois milhões de euros no projeto da Capital Portuguesa da Cultura,
inviabilizando um instrumento fundamental para captar financiamento
externo e reforçar a capacidade de execução deste projeto estratégico
para o concelho e para os Açores”.“Esta
votação representa uma escolha política clara. Enquanto o executivo do
PSD trabalhou para garantir mais investimento, mais financiamento e mais
oportunidades para o setor da cultura de Ponta Delgada, o Chega e o
PDLPT, ao votarem contra, optaram por bloquear os mecanismos necessários
para assegurar esse financiamento”, afirma, citado na nota.Para
o autarca, quem votou contra a proposta terá de “assumir a
responsabilidade pelo enorme prejuízo” causado ao projeto PDL26 e aos
agentes culturais.“A Capital Portuguesa da
Cultura não é um projeto do executivo municipal, mas sim um projeto de
Ponta Delgada e dos Açores. O que está em causa são oportunidades para
os nossos artistas, para as nossas instituições culturais, para a
economia local e, claro, para a projeção de Ponta Delgada no país e no
mundo”, acrescenta.Ainda segundo Pedro
Nascimento Cabral, “infelizmente, a oposição decidiu colocar esses
objetivos em último plano por razões que a própria razão desconhece”.