Von der Leyen pede ‘luz verde’ na UE a plano português para defesa após aval de Bruxelas
Hoje 16:30
— Lusa/AO Online
“Os planos de oito
Estados-membros [o de Portugal e mais sete] foram aprovados na reunião do colégio de comissários e agora é urgente que o
Conselho aprove esses planos para permitir a alocação de verbas”,
afirmou Ursula von der Leyen, em conferência de imprensa na cidade
cipriota de Limassol, no âmbito da viagem do colégio de comissários a
Chipre, que assume este semestre a presidência do Conselho da União
Europeia.A Comissão Europeia aprovou o plano para Portugal aceder a 5,8 mil milhões de euros em
empréstimos a condições favoráveis para investir em capacidades de
defesa, sendo este um dos oito países com aval preliminar (bem como
Roménia, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Espanha e Croácia) no
âmbito do Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE).“No
ano passado, ao nível europeu, fizemos mais investimentos em defesa do
que nas décadas anteriores […] e isso inclui os 150 mil milhões de euros
do programa SAFE”, adiantou Ursula von der Leyen.No
passado fim de semana, e em declarações a um pequeno grupo de
jornalistas em Bruxelas incluindo a Lusa, a líder do executivo
comunitário apontou que esta semana “metade dos planos” seriam
aprovados, depois de o SAFE ter sido proposto “há menos de um ano”.Fontes europeias haviam especificado à Lusa estar em causa o plano português e outros sete.O
SAFE, que foi proposto em março do ano passado pela Comissão Europeia,
vai conceder até 150 mil milhões de euros em empréstimos a longo prazo e
a preços favoráveis aos Estados-membros da UE para investimentos em
capacidades de defesa.Estes empréstimos, que têm de ser executados até 2030, vão financiar esforços de aquisição urgentes e em grande escala.A
Portugal foram destinados 5,8 mil milhões de euros, aos quais o país
concorreu em novembro passado com um plano para reequipar as forças
armadas.Com a avaliação da Comissão
Europeia agora concluída, o Conselho da UE tem quatro semanas para
adotar as decisões de execução e, uma vez aprovadas, o executivo
comunitário finalizará os acordos de empréstimo.Os primeiros pagamentos estão previstos para março de 2026. Chipre assume, entre o início de janeiro e final de junho, a presidência semestral rotativa da UE.A
República de Chipre, que aderiu à UE em 2004, assume a presidência do
Conselho pela segunda vez, 14 anos após a primeira presidência em 2012.Sucede à Dinamarca e será seguida depois, no segundo semestre deste ano, pela Irlanda.