Von der Leyen na Ucrânia para "preparar o terreno" para a adesão à UE
9 de mai. de 2023, 10:59
— Lusa/AO Online
"A
minha presença em Kiev hoje, 09 de maio, é simbólica, mas também é o
sinal de uma realidade crucial e muito prática: a UE trabalha lado a
lado com a Ucrânia em muitas questões", disse Ursula von der Leyen aos
jornalistas no comboio noturno que a levou à capital ucraniana.Esta
é a quinta visita que von der Leyen faz à Ucrânia desde o início da
invasão russa, a 24 de fevereiro do ano passado, e coincide com o Dia da
Europa, celebração da UE que, a partir de hoje, as autoridades
ucranianas também assinalam, virando as costas à tradição soviética de
comemorar o Dia da Vitória contra o nazismo."É
bom estar de volta a Kiev, onde todos os dias são defendidos os valores
que nos são caros", escreveu na rede social Twitter a responsável,
considerando que a capital da Ucrânia é "um local tão apropriado para
celebrar o Dia da Europa".Com o Presidente
da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e outras autoridades do país, Von der
Leyen espera "preparar o terreno para o início das negociações de
adesão" ucraniana ao grupo dos 27, destacou a presidente da Comissão
Europeia, citada pela agência de notícias Efe.A
Comissão Europeia deverá elaborar no verão um relatório preliminar
sobre os progressos que Kiev está a realizar nas reformas exigidas por
Bruxelas, antes de poder iniciar as negociações de adesão. Em dezembro,
será levada a cabo uma segunda análise mais completa.Ainda
no que diz respeito à guerra na Ucrânia, a política alemã disse:
"Continuamos a aumentar a pressão sobre a Rússia. É um dos pontos sobre
os quais vou relatar ao presidente Zelensky".E
especificou: "Estamos agora a concentrar-nos na aplicação rigorosa das
sanções e a tomar medidas para evitar que sejam contornadas. Estamos
determinados a colmatar as lacunas. Não haja dúvidas sobre isso",
afirmou a dirigente comunitária sobre aquele que seria o 11.º pacote de
medidas restritivas contra Moscovo desde a invasão.Outras
"questões-chave" que Von der Leyen planeia falar com a liderança
ucraniana vão desde "a entrega de munições e um apoio financeiro
significativo, até garantir à responsabilização da Rússia pelo seu crime
de agressão".