Von der Leyen, Michel e Sassoli assinalam “tragédia europeia” do Holocausto em Jerusalém
23 de jan. de 2020, 12:59
— Lusa/AO Online
"Há 75 anos, as forças
aliadas libertaram o campo de concentração nazi Auschwitz-Birkenau.
Acabaram com o crime mais aberrante da história europeia - a aniquilação
planeada dos judeus na Europa. Seis milhões de crianças, mulheres e
homens judeus foram assassinados, bem como milhões de pessoas inocentes
foram perseguidas devido à sua etnia. O preço foi muito alto, mas não
podia haver triunfo maior e mais simbólico sobre os nazis do que
comemorar a vitória em Israel", lê-se no texto.Ursula
Von der Leyen, Charles Michel e David Sassoli destacam que a "Shoa"
(Holocausto) "foi uma tragédia europeia, um ponto de rutura na história e
o seu legado ficou marcado no ADN da União Europeia"."Temos
o dever de estar lado a lado com as comunidades judaicas que se sentem
novamente ameaçadas na Europa, mais recentemente em Halle, Alemanha.
Todos os estados-membros estão unidos e determinados para que não haja
qualquer forma de racismo, antissemitismo ou ódio na Europa. Faremos
tudo o que for preciso para os combater. As autoridades e outros atores
da sociedade civil devem unir-se e reafirmar a vigilância europeia
sempre que os valores democráticos forem ameaçados", defenderam os
presidentes das três instituições europeias.O
presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, é um dos
chefes de Estado e de Governo que está em Israel para participar no 5.º
Fórum Mundial do Holocausto, quando se assinalam os 75 anos da
libertação do campo de extermínio de Auschwitz.