Von der Leyen destaca “investimento significativo” feito por Portugal na ação climática
18 de dez. de 2019, 10:37
— Lusa/AO Online
“Dou-vos o exemplo de Portugal.
Portugal é um dos países mais afetados pelas alterações climáticas: tem
uma longa costa, tem furacões, cheias e fogos florestais de grande
dimensão que já causaram um grande impacto – no ano passado morreram 60
pessoas”, declarou Von der Leyen, numa intervenção na sessão plenária do
Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo.Abordando
as conclusões do Conselho Europeu da semana passada, no qual a questão
das alterações climáticas esteve em cima da mesa, a presidente do
executivo comunitário referiu que “Portugal começou a sua transição para
energias limpas em 2005 e investiu de forma significativa desde então”.“Em
2023, [Portugal] irá encerrar a sua última mina de carvão mineral, já
tem um excedente de energia renovável e, juntamente com o governo
holandês, está a trabalhar e a preparar a energia de hidrogénio verde”,
elencou.Por isso, continuou Ursula von der
Leyen, “a questão para Portugal é como transportar a sua energia
renovável através de Espanha e de França para os outros países onde esta
energia é necessária”.“De uma perspetiva
portuguesa, o Pacto Ecológico Europeu tem a ver com infraestruturas de
energia, com as interligações e com a adaptação às alterações
climáticas”, adiantou a presidente da Comissão Europeia, numa alusão ao
documento apresentado por esta instituição na semana passada.Nas
ações previstas no Pacto – transversal a vários setores de atividade,
da indústria, à mobilidade, passando pela energia e agricultura, entre
outros – incluem-se a proposta de uma tarifa fronteiriça para o carbono
em determinados setores, novos regulamentos para a uma construção mais
verde e uma estratégia para produção de energia eólica em ‘offshore’.O
Pacto Ecológico Europeu prevê ainda que no próximo verão a Comissão
avance com um plano abrangente para reduzir em 55% as emissões de gases
com efeito de estufa (face aos atuais 50%) até 2030.