Volt entrega nove mil assinaturas no Tribunal Constitucional para oficializar partido
9 de out. de 2019, 11:58
— Lusa/AO Online
Duas
dezenas de membros do Volt, que não se assume como de direita ou de
esquerda, estiveram hoje no TC para entregar perto de nove mil
assinaturas recolhidas pelo movimento. O
movimento, que quer dar uma "nova voltagem" ao país e à Europa, não
conseguiu oficializar partido a tempo de se candidatar às eleições
europeias e legislativas deste ano, como pretendia. Tiago
Matos Gomes, fundador do movimento em Portugal, justificou a demora na
recolha de assinaturas com o facto de ter sido “um trabalho só de
voluntários” e “sem qualquer recurso a empresas que pudessem fazer essa
recolha”. “Estamos confiantes de que conseguimos ultrapassar as 7.500 assinaturas exigidas por lei”, afirmou o fundador.Segundo
o ex-jornalista e atual líder do movimento, o Volt “será o primeiro
partido em Portugal que se diz pan-europeu”, sublinhando essa como a
“marca identitária” do movimento.O Volt
Portugal define-se ainda como um partido “profundamente europeísta” e
que quer “democratizar a Europa”, considerando que o Parlamento Europeu
deve ter “iniciativa legislativa e que os europeus devem poder escolher o
seu governo e um presidente europeu.”Tiago
Matos Gomes, acha ainda “positivo” a atual “pluralidade de opiniões, de
ideologias e de propostas no parlamento português”, quando questionado
acerca da entrada de novos partidos, resultante das últimas eleições
legislativas.Caso consiga oficializar-se, o
Volt será candidato às eleições regionais dos Açores caso consiga
“formar uma equipa sólida” na região. No que toca às eleições
presidenciais, o Volt “terá um candidato próprio” ou “apoiará um dos
candidatos nos quais nos possamos vir a sentir representados”.O
movimento pretende estabelecer-se como partido em todos os países
europeus e “trabalhar em conjunto” numa solução de futuro marcadamente
europeísta. O Volt surgiu
internacionalmente em março de 2017, como reação ao ‘Brexit’, iniciado
por um coletivo de estudantes nos EUA. Andrea Venzon é o fundador do
movimento ‘Volt Europa’, que já é partido na Alemanha, Bulgária,
Bélgica, Espanha, Holanda, Itália e Suécia. Tenta agora constituir-se
como partido em Portugal, onde surgiu em dezembro de 2017. A Alemanha está representada pelo ‘Volt’ no Parlamento Europeu por Damian Boeselager, eleito nas últimas eleições europeias.