A
certificação da vitória do candidato republicano teve lugar numa sessão
em Washington DC, no dia em que se completam quatro anos desde o ataque
ao Capitólio por apoiantes de Donald Trump para tentarem bloquear a
confirmação da vitória do então candidato democrata Joe Biden, agora
Presidente cessante.Todo o processo desenrolou-se hoje rapidamente, sem protestos ou mesmo objeções processuais.Um
por um, os resultados estaduais foram lidos em voz alta por
porta-vozes, enquanto senadores e congressistas iam aplaudindo. O
vice-presidente eleito, JD Vance, esteve presente na sessão.No
final, o total de votos do Colégio Eleitoral foi lido por Kamala
Harris: 312 para Trump e 226 para si própria, com a vice-presidente a
certificar assim a sua própria derrota e a vitória do candidato
republicano.A câmara irrompeu em aplausos,
com os republicanos a ovacionarem de pé a confirmação da vitória
do próximo Presidente, Donald Trump.“A presidente declara esta sessão conjunta terminada”, afirmou Harris, concluindo a sessão que presidiu.Numa
mensagem de vídeo divulgada pela manhã, Kamala Harris descreveu o seu
papel como uma “obrigação sagrada” de garantir a transferência pacífica
do poder.Para cumprir a data exigida pela
lei para certificar a eleição, os legisladores reuniram-se sob um
forte dispositivo de segurança e com a capital norte-americana sob uma
forte tempestade de neve.A sessão,
que decorreu tranquilamente e sem incidentes, contrastou com a
violência e o caos de há quatro anos, quando uma multidão enfurecida de
apoiantes de Trump invadiu o Capitólio, num movimento que gerou mortes e
que resultou em penas de prisão para centenas de pessoas.Além
do aumento do número de patrulhas, de agentes policiais no terreno e da
coordenação entre agências de segurança, foi montado um grande
perímetro de segurança em torno do Capitólio, com altas barreiras de
metal erguidas ao longo de vários quilómetros, num lembrete daquele que
foi o maior ataque à sede da democracia norte-americana em 200 anos. Contudo,
o legado do 06 de janeiro de 2021 é também marcado pelo regresso ao
poder do candidato que tentou anular a eleição anterior e que incitou os
seus apoiantes a "lutar como o inferno".Numa
publicação nas redes sociais, Trump disse que o Congresso estava a
certificar uma "grande" vitória eleitoral, que classificou de "um
grande momento na história". Donald Trump
deverá ter assim uma transferência pacífica de poder, ao contrário
daquilo que proporcionou a Joe Biden nas presidenciais de 2020.O magnata republicano regressa à Casa Branca enquanto continua a negar que tenha perdido as eleições de 2020.Tem
ainda refletido sobre ficar além do limite de dois mandatos permitidos
pela Constituição e alimenta a promessa de perdoar algumas das mais de
1 250 pessoas que se declararam culpadas ou que foram condenadas por
crimes pelo ataque ao Capitólio.Donald
Trump tomará posse em 20 de janeiro, data em que milhares de polícias de
todo o país deslocar-se-ão a Washington para auxiliar os agentes
locais, com as autoridades a prepararem-se para eventuais "multidões
históricas".