Vítor Escária ouvido no inquérito por violação do segredo de Estado
Operação Influencer
30 de jan. de 2025, 17:12
— Lusa/AO Online
A mesma fonte escusou-se a esclarecer se Vítor Escária foi inquirido na condição de testemunha ou de arguido.Em
causa está a apreensão no âmbito da Operação Influencer, em novembro de
2023, de uma 'pen-drive' guardada num cofre do gabinete de trabalho do
antigo chefe de gabinete com a identificação e outros dados pessoais de
centenas de agentes do Serviço de Informação e Segurança (SIS), Serviço
de Informações Estratégicas e Defesa (SIED), Polícia Judiciária (PJ) e
Autoridade Tributária (AT).A informação foi avançada na quarta-feira pela revista Sábado e confirmada à Lusa por fonte oficial da PGR.Segundo
a publicação, Vítor Escária alega que desconhecia o conteúdo da
'pen-drive' e que esta chegou ao Palácio de São Bento com o anterior
chefe de gabinete.O procurador-geral da República, Amadeu Guerra, dissera já, à margem de
uma visita à Comarca de Porto Este, em Penafiel, que seriam "ouvidas as
pessoas necessárias" para ser descoberta a verdade.Na
quarta-feira, o advogado de António Costa, João Lima Cluny, disse à
Lusa que o ex-primeiro-ministro, atual presidente do Conselho Europeu,
desconhece "em absoluto do que se trata".O
inquérito, aberto em novembro de 2024, resultou da Operação Influencer,
no âmbito da qual foram detidas, em 07 de novembro de 2023, Vítor
Escária e mais quatro pessoas e constituídas arguidas outras três e uma
empresa.Em causa estão suspeitas de crime
na construção de um centro de dados em Sines, a exploração de lítio em
Montalegre e Boticas (ambas no distrito de Vila Real), e a produção de
energia a partir de hidrogénio em Sines.Os arguidos têm negado a prática de qualquer crime.