Vítimas portuguesas dos atentados de 11 de Setembro homenageadas em Nova Iorque
9 de set. de 2024, 11:08
— Lusa/AO Online
Na cerimónia, em que
se assinalaram 23 anos desde os históricos ataques aos Estados Unidos,
foram colocadas flores e bandeiras de Portugal junto dos nomes das noves
vítimas portuguesas e lusodescendentes que figuram no Memorial do 11 de
Setembro, em Manhattan.À agência Lusa,
o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, destacou a
importância de honrar as famílias dos portugueses e lusodescendentes que
morreram nos ataques perpetrados pela Al-Qaida, frisando que são
um símbolo da luta pela liberdade, pela democracia e contra o
terrorismo."O ano de 2001, e este ataque
terrorista às Torres Gémeas, foi o começo da polarização do mundo. E,
portanto, nós estarmos aqui hoje é, no fundo, dizermos que estamos a
lutar para que isto não volte a acontecer, a lutar contra aqueles que
não acreditam na liberdade. E se há uma cidade da liberdade, ela é
Lisboa, neste ano, que são os 50 anos do 25 de Abril, mais do que
nunca", defendeu o autarca."E por isso
estou aqui a representar os lisboetas nesta hora, nesta dor para estas
famílias e todos aqueles que lutaram aqui: os bombeiros, os polícias e
todos os funcionários que estiveram aqui naquele dia e que estiveram
aqui também hoje, connosco, a representar essa luta contra o
terrorismo", acrescentou Carlos Moedas.Presente
esteve também a cônsul-geral de Portugal em Nova Iorque, Luísa Pais
Lowe, que desde 2022 vem dando seguimento a esta homenagem, que começou a
ser feita em setembro de 2021, no 20.º aniversário do atentado,
pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que estava
de visita a Nova Iorque para a Semana de Alto Nível da Assembleia-Geral
das Nações Unidas."Desde que cheguei a
Nova Iorque, em 2022, temos feito esta cerimónia todos os anos. Este ano
é particularmente importante termos a presença do presidente da Câmara
de Lisboa porque, na verdade, trata-se de uma homenagem que Lisboa está a
prestar a Nova Iorque", afirmou à Lusa Luísa Pais Lowe.A
diplomata defendeu ainda a necessidade de se "continuar a chamar a
atenção para a prevenção e combate ao terrorismo e violência extrema e,
acima de tudo, honrar as vítimas portuguesas, lusodescendentes e suas
famílias".A cônsul-geral recordou os
"heróis portugueses" envolvidos no rescaldo dos ataques, em
que "polícias, bombeiros, voluntários, jornalistas e toda a sociedade
civil portuguesa e lusodescendente se uniu. Porque é disso que os
portugueses e os americanos são feitos: de solidariedade, generosidade e
entreajuda", frisou Luísa Pais Lowe, realçando que foi precisamente
"esse espírito" que foi também homenageado na cerimónia de hoje em Nova
Iorque.Marcaram igualmente presença na
cerimónia o novo diretor da AICEP em Nova Iorque, Carlos Moura, a
diretora do Turismo de Portugal em Nova Iorque, Celina
Tavares, o adjunto da Coordenação do Ensino Português nos Estados
Unidos, José Carlos Adão, assim como o senador estadual de Nova Iorque
Jack Martins e o autarca da vila norte-americana de Mineola, Paulo
Pereira, e a líder do Conselho de Liderança Luso-Americano (PALCUS),
Katherine Soares, entre outros.Após a
homenagem, o diretor de Operações do 'National September 11
Memorial&Museum', o português Renato Batista, conduziu o grupo numa
visita guiada ao Museu do 11 de Setembro, composto por materiais,
testemunhos primários e registos históricos daquele atentado.No total, nove portugueses e lusodescendentes perderam a vida no ataque da Al-Qaida no dia 11 de Setembro de 2001, há 23 anos.Oito
vítimas portuguesas foram identificadas nos dias a seguir ao atentado,
sendo que o nome de um lusodescendente de Massachusetts só foi apurado
um ano após os ataques.No dia 11 de
setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por
terroristas da Al-Qaida, tendo dois colidido intencionalmente contra as
Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, que ruíram duas
horas após o impacto.O terceiro avião de
passageiros colidiu no edifício do Pentágono, a sede do Departamento de
Defesa dos Estados Unidos, condado de Arlington, Virgínia, nos arredores
de Washington D.C..O quarto avião caiu
num campo no estado da Pensilvânia, depois de alguns passageiros e
tripulantes terem tentado retomar o controlo do aparelho.Não
se registaram sobreviventes entre os passageiros dos aviões, sendo que,
no total, os ataques fizeram mais de três mil mortos e mais de seis mil
feridos.