Vinte e cinco países prometem não abrir mais centrais elétricas a carvão
COP29
20 de nov. de 2024, 18:06
— Lusa/AO Online
Grandes produtores de
carvão como o Reino Unido, que acaba de fechar a sua última central a
carvão, o Canadá, a França, a Alemanha e a Austrália assinaram o apelo
voluntário durante a 29.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações
Climáticas (COP29), a decorrer no Azerbaijão até sexta-feira.Mas a China, a Índia e os Estados Unidos, entre os cinco maiores produtores, não integram o compromisso.Os
signatários prometem que os seus próximos planos climáticos não
incluirão qualquer nova central a carvão, embora o compromisso não os
obrigue a desistir da mineração ou da exportação do material. Quando
é queimado, o carvão liberta para a atmosfera mais dióxido de carbono
(CO2) do que o petróleo e o gás e a sua utilização continua a aumentar
no mundo.A utilização intensiva destes
combustíveis fósseis, grandes responsáveis pela emissão de gases com
efeito de estufa (GEE), tem contribuído muito para as alterações
climáticas.Angola, Uganda e Etiópia são
outros dos signatários do acordo desenvolvido com a aliança “Powering
Past Coal”, uma coligação de governos, empresas e organizações que visa a
transição de uma energia a carvão para uma energia limpa.“O
compromisso de transição, com o abandono dos combustíveis fósseis, deve
concretizar-se através de ações reais no terreno”, declarou Wopke
Hoekstra, comissário europeu para Ação Climática, que assinou o
compromisso.Os novos projetos de carvão “devem parar”, disse, por seu turno, o ministro da Energia britânico, Ed Miliband.A
assinatura da Austrália, cujo governo trabalhista, no poder desde 2022,
é ambicioso em matéria de clima, foi bem recebida pelas organizações
não-governamentais (ONG).“A porta do
carvão foi fechada. Agora deve ser trancada”, disse Erin Ryan, da
Climate Action Network – Austrália, à agência France-Presse em Baku.