Vila Franca do Campo coopera com Governo Regional na recuperação de aprendizagens
26 de mai. de 2021, 17:34
— Lusa/AO online
A
iniciativa, anunciada na terça-feira pela secretária regional da
Educação, Sofia Ribeiro, mereceu uma “saudação” e uma “resposta
imediata” por parte da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo,
adiantou hoje o presidente do município, Ricardo Rodrigues.Em
causa está a implementação de um programa de recuperação de
aprendizagens para as escolas dos concelhos da Ribeira Grande e Vila
Franca do Campo, que permaneceram mais tempo com ensino à distância,
devido à pandemia de covid-19.“A
delimitação da parte pedagógica, naturalmente que não compete à Câmara
Municipal, sim às escolas e à Secretaria Regional”, mas “a Câmara
Municipal disponibilizará todos os meios, quer logísticos, quer
financeiros, para que os jovens vilafranquenses tenham êxito na
recuperação de algum tempo que perderam neste último ano e meio”,
afirmou o autarca.Ricardo Rodrigues falava
aos jornalistas à margem de uma reunião que juntou a autarquia, a
secretária regional e várias entidades do concelho, com o intuito de
preparar a implementação do plano.O
presidente da Câmara destacou que “o elevador social que é a educação
não pode ser desperdiçado em oportunidade, mas que em pandemia, e, por
isso mesmo, as entidades públicas têm esse dever de cooperação”.“Um
dever que é estratégico, porque, quer queiramos quer não, as Câmaras
Municipais conhecem melhor o seu terreno, conhecem melhor as
dificuldades sociais, conhecem melhor quais são os problemas que vão
surgir”, prosseguiu.O objetivo, adiantou
na terça-feira Sofia Ribeiro, é colocar em prática, já nas férias de
verão, "um plano" onde se possa "orientar as tarefas e os trabalhos
lúdicos" dos alunos para "as necessidades reais dos estudantes", quer
seja ao nível emocional, como ao nível de integração social,
complementadas com o domínio da leitura e da escrita, de acordo com as
estratégias definidas pelos professores.Hoje,
a governante sublinhou que “não há sucesso em políticas que sejam
definidas unilateralmente, só pode haver sucesso, se houver uma
construção conjunta”.“O que estamos a
criar hoje são equipas que, devidamente orientadas e apoiadas, pela
Secretaria Regional e pelas duas autarquias, possam dar outras respostas
educativas às nossas crianças nos dois concelhos que foram os mais
assolados pela pandemia e que tiveram mais aulas à distância ao longo
destes dois anos escolares”, explicou.A
responsável pela tutela esclareceu ainda que não se pretende “apenas
reforçar as aulas”, mas sim “dar outro tipo de respostas que também são
igualmente positivas”, como “incentivar as aprendizagens informais e não
formais”.“Esta iniciativa não se pode
esgotar aqui”, alertou a governante, lembrando que ainda decorre um ano
letivo e que “ainda haverá tempo” para que as escolas “façam a avaliação
da condição dos alunos”.O processo de
recuperação das aprendizagens "contém várias fases e características" e
"não se esgota em poucos meses de resolução", afirmou Sofia Ribeiro,
salientando que o programa para o período de férias será mais lúdico.“Não
queremos mais matemática, não queremos mais português, queremos a
dinâmica de outras atividades lúdicas que permitam às nossas crianças e
aos nossos jovens adquirirem outras competências”, concretizou.Para
isso, o programa quer servir-se de algumas estruturas já existentes,
como os Centros de Atividades de Tempos Livres (CATL) para “potenciar,
alargar, o índice de abrangência a mais crianças, por essa via, e, por
outro lado, adequar melhor estas respostas que já são dadas com grande
qualidade”, acrescentou.A governante
esclareceu ainda que a parceria com os CATL é mais orientada “para os
alunos e as crianças das mais tenras idades”, mas que “isso não
inviabiliza que as escolas, no âmbito da sua autonomia, e ao abrigo
deste projeto, também não possam desenvolver programas semelhantes com
outras instituições”.Os Açores têm 264
casos ativos de covid-19, sendo 257 em São Miguel, três na Terceira,
dois no Pico, um no Faial e um em São Jorge.Desde
o início da pandemia foram diagnosticados nos Açores 5.425 casos de
covid-19, tendo recuperado da doença 5.006 pessoas e falecido 33.A
pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.487.457 mortos no mundo,
resultantes de mais de 167,7 milhões de casos de infeção, segundo um
balanço feito pela agência francesa AFP.Em
Portugal, morreram 17.022 pessoas dos 846.434 casos de infeção
confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da
Saúde.A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.