Vigilantes com novos equipamentos para reforço da monitorização da Montanha

17 de jul. de 2025, 15:24 — Lusa/AO Online

“Foram adquiridos equipamentos e vestuário adequados para apetrechar os Vigilantes da Natureza do Pico para a missão de percorrer, com regularidade, o trilho da Montanha, designadamente andadores, mantas térmicas, capas impermeáveis, casacos, botas, óculos de neve, luvas, gorros, golas, calças de verão e inverno e camisas térmicas”, adiantou o secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel.Os novos equipamentos e vestuário de montanhismo foram entregues durante uma subida ao Piquinho, segundo divulgou o Governo açoriano.Para Alonso Miguel, citado numa nota de imprensa, “mais do que o valor deste investimento, que rondou cinco mil euros”, importa “a sua importância e utilidade” para garantir que os vigilantes da natureza têm “os meios necessários” para assegurar regularmente a monitorização, vigilância e fiscalização do trilho, inserido numa área classificada como Reserva Natural, no contexto do Parque Natural de Ilha do Pico.Trata-se de “um geossítio prioritário de relevância internacional do Geoparque Açores e que abrange ainda a Zona Especial de Conservação da Montanha do Pico, Prainha e Caveiro, no âmbito da Rede Natura 2000”, acrescentou o governante.O secretário regional destacou ainda que este apetrechamento permitirá aos vigilantes “percorrer o trilho da montanha uma vez por mês no inverno e duas vezes por mês no período de verão”, considerando “um passo de grande importância” na vigilância do trilho e de parte significativa daquela área protegida.Vai também contribuir para a fiscalização do comportamento dos visitantes, numa altura em que se regista um crescente fluxo turístico, assinalou.Essa presença regular dos vigilantes da natureza no trilho representa ainda “um contributo fundamental para a monitorização de diversas espécies protegidas, com especial destaque para a ‘Silene uniflora cratericola’, uma subespécie endémica e extremamente rara, cuja presença é apenas conhecida na Montanha do Pico, a altitudes superiores a 1.200 metros”, sublinhou ainda Alonso Miguel.O governante referiu que esta nova subida ao topo da Montanha do Pico, a terceira desde que assumiu a tutela do ambiente na Região, em finais de 2020, avaliou também o estado de conservação e limpeza do trilho e das estruturas, nomeadamente marcos e a sinalética, reabilitados recentemente, no âmbito de uma prestação de serviços, num valor superior a 15 mil euros, adjudicada à AGMA - Associação de Guias de Montanha do Pico, bem como as câmaras de vigilância e o marco geodésico do Piquinho, reconstruído em 2023.A intervenção de requalificação do marco geodésico do Piquinho permitiu requalificar "uma infraestrutura que não era intervencionada há cerca de três décadas", e que estava "em avançado estado de degradação", acrescentou.Destacou ainda a importância do projeto CICLOPE, que apoia ações de busca, socorro e resgate de visitantes na Reserva Natural da Montanha do Pico, assegurando ainda, durante todo o ano, o funcionamento do sistema de videovigilância e rastreio de visitantes, num investimento anual de 55 mil euros, protocolado com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Madalena.Alonso Miguel recordou o recente contrato-programa entre a secretaria regional do Ambiente e Ação Climática e a Universidade dos Açores, destinado à modernização tecnológica do Observatório da Montanha do Pico, localizado a 2.225 metros de altitude, num investimento superior a 250 mil euros, para aquisição de novos equipamentos tecnológicos de suporte à atividade científica.