Vice-presidente dos Açores quer diminuir RSI “criando oportunidades de emprego”
16 de dez. de 2020, 17:32
— Lusa/AO Online
De visita à
Vila de Rabo de Peixe, onde se reuniu com o presidente da Junta de
Freguesia, o centrista Artur Lima disse que “o RSI [Rendimento Social de
Inserção] não deve ser um modo de vida, deve ser um modo de ajuda
transitório às pessoas, e é obrigação do Governo capacitar estas pessoas
para que possam integrar a sociedade e [para que] sejam cidadãos, com
os seus empregos, as suas famílias, que sejam felizes e sem serem
dependentes dos outros”.O responsável pela
tutela da Solidariedade Social respondia às questões dos jornalistas
acerca da intenção de reduzir os beneficiários deste subsídio, depois de
ter afirmado que a sua maior preocupação, “neste momento, é acudir às
famílias com necessidades, mais básicas, como alimentares”.Artur
Lima afirmou que os serviços de ação social e o poder local “estão a
acudir com eficácia e rapidez, e ainda não há situações de carência que
não tenham sido acudidas”, em Rabo de Peixe, vila que tem sido notícia
por ser uma das freguesias mais pobres dos Açores, adiantando que o
executivo está pronto “para aumentar a resposta social, se ela for
necessária”.O arquipélago dos Açores é
região mais pobre do país e é também aquela com mais beneficiários do
RSI, com uma média de 10,2%, face à média nacional de 3%. É, no entanto,
a região do país onde os valores atribuídos no âmbito deste apoio são
os mais baixos, com um valor médio de 86,11 euros.O
governante lembrou que o Governo tem “uma nova direção regional, que é
de promoção da Igualdade e Inclusão Social”, e que pretende “diminuir o
RSI, criando oportunidades de emprego, novas oportunidades de emprego, e
capacitando os jovens e as pessoas para terem o seu trabalho e o seu
sustento”.Artur Lima elogiou, também, o
“povo de Rabo de Peixe, pelo extraordinário comportamento de civismo e
exemplo de cidadania que deu aos Açores e ao país”, depois de ter sido
sujeito a uma cerca sanitária e a um esforço de testagem a toda a
população.Num dia em que se reuniu,
também, com o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, o
vice-presidente do Governo Regional, que tem também a tutela da
cooperação com o poder local, destacou “a importância que este Governo
quer dar, e a cooperação que quer ter, com o poder local desde a
presidência da câmara até à junta de freguesia, o poder mais próximo dos
cidadãos”.O líder regional do CDS-PP
assumiu a vice-presidência do Governo de coligação, formado com PSD e
PPM e liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro, ficando
responsável pela tutela de áreas como a solidariedade e segurança
social, igualdade e inclusão, habitação e cooperação com o poder local.Cabem
ainda na vice-presidência as responsabilidades sobre comunidades,
emigração e imigração, assuntos eleitorais e a aerogare civil das Lajes.