Vice-presidente do Governo Regional insiste que açorianos devem reformar-se na “idade justa”
3 de out. de 2025, 11:50
— Lusa/AO Online
Recuperando
a anteproposta do Governo Regional sobre a idade da
reforma no arquipélago, Artur Lima lembrou que a esperança média de vida
nos Açores é inferior à da registada em Portugal continental.“Nós
vivemos menos na esperança de vida à nascença e na esperança de vida a
partir dos 65 anos. E aqui entra a responsabilidade do Estado português
na nossa qualidade de vida, enquanto responsável pela equidade dos seus
cidadãos, quer vivam no Corvo ou em Lisboa”, afirmou Artur Lima na
abertura da iniciativa “Rumo às Blue Zones: Como a Transformação Digital
Promove a Longevidade”, organizado pelo INOVA – Instituto de Inovação
Tecnológica dos Açores e que decorreu em Ponta Delgada.O
parlamento dos Açores aprovou em março uma anteproposta de lei do
Governo Regional para adaptar o regime de acesso à pensão que reduz a
idade de reforma dos açorianos para 64 anos e três meses.Citado
numa nota do Governo Regional, Artur Lima reforçou hoje que os
açorianos devem reformar-se “na idade justa, e a idade justa são menos
dois anos e oito meses do que um continental”.“É uma questão de justiça. De equidade social. É um direito”, salientou.O
governante falou ainda dos desafios demográficos e de saúde pública da
região, referindo que é necessário existir “uma vontade abrangente,
global, da criança ao avô, incluindo agentes políticos, económicos,
financeiros e sociais” para “se mudar estruturalmente a sociedade”.Nos
Açores, continuou, “os idosos vivem com mais qualidade de vida” do que
em Portugal continental”, pois “existiu uma boa aposta, contínua, na
resposta social nos lares, nas IPSS [Instituições Particulares de
Solidariedade Social] ou nos centros de dia”.No
entanto, essa aposta tem também de ser feita "em áreas estruturais,
nomeadamente nos fatores que determinam a esperança de vida”, defendeu,
considerando o programa “Novos Idosos” como “absolutamente estrutural”
para os Açores.O programa, disse, permite
“envelhecer em casa, com qualidade de vida, junto da família e da sua
comunidade e dos seus pertences”, sendo que “este é um passo a caminho
das 'blue zones'”, zonas onde o número de pessoas que atinge os 100 anos
é significativo.