Ventura recorre ao Tribunal Constitucional se lhe recusarem suspensão do mandato
Presidenciais
20 de out. de 2020, 14:15
— Lusa/AO Online
“Logo que sejam marcadas as
eleições [presidenciais], penso que acontecerá em novembro, o Chega
começará a fazer os preparativos jurídicos para a suspensão do mandato.
Se o parlamento não der essa suspensão de mandato, vamos ter um conflito
que vai acabar no Tribunal Constitucional”, afirmou André Ventura.O
deputado único do partido na Assembleia da República falava aos
jornalistas no centro de Ponta Delgada, no âmbito de uma ação de
campanha para as eleições legislativas regionais dos Açores, agendadas
para domingo.André Ventura explicou que se
reuniu na semana passada com o presidente da Assembleia da República,
Ferro Rodrigues, tendo ficado “claro e esclarecido” que “não haveria
nenhuma hipótese” de haver uma suspensão de mandato para participar na
campanha nos Açores, motivo pelo qual não a solicitou.“O
que ficou indicado também é que eu, mal seja marcada a eleição
presidencial e após o Orçamento do Estado para 2021, pedirei a suspensão
do mandato. Foi-me dito também que pode não ser concedida, incluindo
durante o período formal de campanha para a Presidência da República”,
acrescentou, apelando para que “prevaleça o bom senso”.O
líder do Chega garantiu que não vai “desistir” de ser deputado na
Assembleia da República e candidato nas eleições presidenciais,
considerando que está em curso “uma estratégia” para o prender ao
parlamento e “impedir” que seja candidato presidencial.A
seis meses do fim do mandato do atual Presidente da República, são sete
os pré-candidatos ao lugar de Marcelo Rebelo de Sousa, devendo a
eleição decorrer em janeiro do próximo ano.São
eles o deputado André Ventura (Chega), o advogado e fundador da
Iniciativa Liberal Tiago Mayan Gonçalves, o líder do Partido Democrático
Republicano (PDR), Bruno Fialho, a eurodeputada e dirigente do BE
Marisa Matias, a ex-deputada ao Parlamento Europeu e dirigente do PS Ana
Gomes, Vitorino Silva (mais conhecido por Tino de Rans), e João
Ferreira, do PCP. o ex-militante do CDS Orlando Cruz desitiu de
apresentar candidatura.