Ventura formaliza recandidatura para colocar Chega no “pódio” dos partidos em Portugal
2 de set. de 2020, 06:01
— Lusa/AO Online
Na sua
moção estratégica, André Ventura, que defende “uma profundíssima revisão
constitucional nas áreas da justiça, da economia e do sistema
político”, diz ser “o principal continuador em Portugal” do fundador do
PPD/PSD, Sá Carneiro, com “a inspiração dos valores civilizacionais
cristãos” de homens como o papa João Paulo II.“Esta
candidatura pretende continuar o caminho de construção da IV República e
tem como objetivo político fundamental a eleição de deputados regionais
já nas eleições para a Região Autónoma dos Açores e a consolidação como
terceira força política nacional nas próximas eleições legislativas,
deixando para trás o PCP, o BE e o PAN”, lê-se no texto.Segundo
o deputado único do partido populista de direita, a sua candidatura
“não pretende menos para o Chega do que o pódio das grandes forças
políticas nacionais”.“Combater a imigração
ilegal descontrolada, em Portugal e no contexto da União Europeia, a
progressiva islamização” das “grandes cidades”, “o marxismo cultural” e
“a ideologia de género” são “bandeiras” de Ventura, assim como
“denunciar os vícios do sistema, apontar o dedo à hipocrisia nacional em
matéria de racismo e xenofobia” e “lutar incansavelmente contra os
privilégios dos políticos”.O parlamentar
quer ainda “denunciar os privilégios de minorias que continuam a viver
fora ou na margem do Estado de direito, sem cumprir os deveres mais
básicos e permanentemente a reclamar por mais direitos”.Para
o líder do Chega a situação de Portugal é de “caos político: um Governo
minoritário incapaz de lidar com gigantesca crise sanitária, económica e
social, um Presidente da República completamente inativo e cúmplice do
Governo, um parlamento vergado aos interesses do centrão partidário ou
da extrema-esquerda, refém do PS, um centro-direita e direita
completamente inexistentes e um CDS a desaparecer progressivamente”.André
Ventura pediu a demissão da liderança do Chega em abril após ser alvo
de críticas internas pela forma como votou a renovação do estado de
emergência decretado devido à pandemia de covid-19.Num
vídeo divulgado na altura, o tribuno alegou estar "farto" e "cansado"
dos que "sistematicamente boicotam" a direção do partido.