Ventura diz que portugueses o colocaram “no caminho para governar o país”
Presidenciais
8 de fev. de 2026, 23:06
— Lusa/AO Online
"Não tendo vencido, é justo dizer que os portugueses nos colocaram no caminho para governar este país", afirmou o candidato.André
Ventura reagiu, num hotel em Lisboa, aos resultados das eleições
presidenciais, que ditaram a eleição do seu adversário António José
Seguro como o próximo Presidente da República."Acho
que a mensagem dos portugueses foi clara: lideramos a direita em
Portugal, lideramos o espaço da direita em Portugal e vamos em breve
governar este país", advogou.Nesta
declaração, o candidato reconheceu a derrota: "Não vencemos. Não
vencemos e isso deve significar, como sempre foi, o reconhecer de que
temos que fazer mais e de que temos que trabalhar mais para convencer
todos de que a mudança faz falta". Ainda
assim, assinalou que o partido que lidera teve “o melhor resultado de
sempre” e referiu que a sua candidatura superou “a percentagem da AD nas
últimas legislativas” e também o resultado do Chega nessas eleições.Os
resultados ainda provisórios indicam que André Ventura ultrapassou, em
percentagem, o resultado da coligação que sustenta o Governo, mas não em
número de votos. O líder do Chega
considerou que a sua candidatura presidencial protagonizou “a luta dos
homens e mulheres, dos jovens comuns deste país, contra as elites que
sempre o tentaram destruir”. “No fundo,
com toda a humildade, o sonho, hoje, continua a ser o mesmo sonho de
Francisco Sá Carneiro. O sonho de conseguir uma maioria que, não em nome
das elites, mas em nome do povo, faça a diferença e a mudança. É esse
caminho que eu quero prosseguir”, salientou.O
candidato lamentou que os portugueses tenham escolhido "o caminho da
continuidade" ao eleger o adversário, António José Seguro, candidato
apoiado pelo PS, como Presidente da República."Escolheram
eleger um presidente da área do Partido Socialista que representa a
continuidade do sistema político tal como o temos e o conhecemos em
Portugal. Discordámos nisso, lutámos contra isso, entendemos que isso
era o caminho errado. Mas travámos o bom combate, travámos a batalha com
as armas que tínhamos, fomos terra a terra procurar convencer os
portugueses, com o sistema inteiro contra nós procurámos convencer,
mobilizar, mostrar que era possível outro país. Com uma grande parte do
país, da Europa e do mundo contra nós, com Bruxelas contra nós, com
todos contra nós, conseguimos ainda assim o melhor resultado de
sempre. Não vencemos, mas estamos no caminho dessa vitória", sustentou.O candidato apoiado pelo Chega considerou ainda que terminou a campanha “a lutar contra todo o sistema político português”. “Acho
que é justo dizer que liderámos, de forma clara, com uma vitória na
primeira volta, todo o espaço não socialista em Portugal. Conseguimos
mobilizar uma parte do país contra um sistema de 50 anos de
bipartidarismo que se verificou nesta segunda volta, ainda mais intenso e
ainda mais feroz, e conseguimos dizer aos portugueses que, talvez pela
primeira vez em 50 anos, havia uma alternativa que não era do espaço do
PS e do espaço do PSD”, defendeu.E disse
que o resultado obtido, de 33%, lhe dá “um enorme estímulo para
trabalhar” no “projeto que é transformar Portugal” e agradeceu àqueles
que “acreditaram num país diferente, que não foram intoxicados nem se
deixaram intoxicar”, em especial aos emigrantes.“Eles
sabem o que é não querer mais socialismo e sabem o que é que PSD e PS
fizeram ao país nestes últimos anos. Eles têm sido o nosso farol e hoje,
apesar de todas as circunstâncias, apesar de os fazerem andar milhares
de quilómetros, voltaram a ser o nosso farol”, defendeu.