Vencedor do concurso para exploração da Água das Lombadas vai investir 9,8 ME
17 de set. de 2017, 14:23
— AO/lusa
"O
Governo [Regional] acabou de receber o relatório final de apreciação
das propostas e, neste momento, está em condições de aprovar o referido
relatório e fazer a respetiva adjudicação", disse à agência Lusa o
diretor regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade, Ricardo
Medeiros, acreditando que na próxima semana já estão reunidas as
condições para adjudicar a proposta vencedora. Em abril, o
executivo deliberou autorizar a abertura de um concurso público para a
adjudicação da concessão da exploração da Água das Lombadas, com vista à
sua exploração e comercialização. A resolução previa a concessão
da exploração da água mineral das Lombadas, no concelho da Ribeira
Grande, por um prazo de 50 anos, prorrogável por períodos mínimos de
cinco e máximos de 15 anos, até ao limite de 90 anos. Segundo
Ricardo Medeiros, concorreram ao concurso três empresas e a concessão
vai ser adjudicada à Atlantifalcon -- Exploração de Águas, SA, que no
relatório preliminar tinha ficado em primeiro lugar e confirmada no
relatório final. "Este concorrente que ganhou compromete-se a
realizar um investimento de 9,8 milhões de euros", explicou o
responsável, adiantando que, por outro lado, a região vai receber, por
contrapartida da concessão, "5% sobre os resultados líquidos". Acresce
que a Atlantifalcon -- Exploração de Águas, SA, vai criar 22 postos de
trabalho, além de que, após a assinatura do contrato, esta empresa
sediada na região indicou, "para começar a explorar a água, ou seja,
começar a comercializar a água, foram 18 meses". O diretor regional reconheceu que este é um bom negócio para o Governo Regional. "Face
ao anterior concurso, que tinha ficado deserto, este é um bom concurso
para o Governo Regional, uma vez que os resultados que foram obtidos,
não só conseguimos adjudicar a uma empresa que se compromete a
comercializar a água, quer a nível regional, quer nacional, quer a nível
internacional", declarou. Ricardo Medeiros acrescentou que os
prazos apresentados "são bastante credíveis e irão possibilitar,
finalmente, que a Água das Lombadas seja de novo posta no mercado". Embora
a empresa vencedora não tenha tradição neste setor, o diretor regional
destacou que "tem um parceiro comercial que tem tradição no setor a
nível internacional", precisamente a brasileira Indaiá. "Fundada
em 1967, a Indaiá, pertencente ao Grupo Edson Queiroz, é a maior
indústria de águas minerais do país, com 41 fontes em 15 estados. Líder
de mercado, garante o abastecimento em todas as regiões brasileiras,
gerando mais de 2.000 empregos diretos", refere o seu 'site'. Ricardo Medeiros ressalvou que o caderno de encargos não exigia nenhuma parceria, "mas é positivo". A
exploração da Água das Lombadas desenvolveu-se desde finais do século
XIX até finais do século XX, tendo atingido "grande notoriedade a nível
nacional", de acordo com uma nota de imprensa do executivo açoriano. "A
sua produção foi interrompida na sequência de um deslizamento de terras
que ocorreu em 1998 e destruiu a unidade industrial de engarrafamento,
encontrando-se a exploração atualmente suspensa", refere a mesma nota.