"Juntamente com o
Papa Francisco, juntamente com a Ucrânia, devemos perguntar: como criar a
paz? Não podemos aceitar passivamente que a guerra de agressão continue
naquele país", disse Parolin no encontro do Conselho da Europa de
chefes de Estado e de governo em Reiquiavique, na Islândia."É
o povo ucraniano que está a morrer e a sofrer. É hora de tomar
iniciativas para criar uma paz justa na Ucrânia e em todas as chamadas
áreas cinzentas da Europa. Asseguro que a Santa Sé continuará a fazer a
sua parte", acrescentou o cardeal.No
sábado, o Papa encontrou-se no Vaticano com o Presidente ucraniano,
Volodymyr Zelensky, com foco na situação humanitária e política na
Ucrânia causada pela invasão russa."Ambos
concordaram com a necessidade de continuar os esforços humanitários de
apoio à população", disse o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.“O
Papa destacou particularmente a urgência de gestos de humanidade para
com as pessoas mais frágeis, as vítimas inocentes do conflito”.Zelensky
disse mais tarde na Rai TV que qualquer plano de paz para acabar com a
guerra com a Rússia deve ser ucraniano, não do Vaticano, embora
estivesse muito interessado em envolver a Santa Sé na sua fórmula para a
paz.Em abril, o papa anunciou uma missão de paz do Vaticano na Ucrânia, cujo conhecimento Kiev e Moscovo inicialmente negaram."Com todo o respeito por Sua Santidade, não precisamos de mediadores, precisamos de uma paz justa", disse Zelensky à RAI.A
ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na
Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,7 milhões de pessoas – 6,5
milhões de deslocados internos e mais de 8,2 milhões para países
europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica
esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra
Mundial (1939-1945).