Vasco Vilaça e Ricardo Batista 'diplomados' na estreia olímpica
Paris2024
31 de jul. de 2024, 13:03
— Lusa/AO Online
Vilaça
foi quinto, a 23 segundos do britânico Alex Yee, vencedor em 01:43.33
horas, com Batista a chegar logo atrás, dois segundos depois do seu
compatriota e amigo, com o qual se fundiu num abraço na ‘alcatifa’ azul
que cobre a Ponte Alexandre III, ponto de início e final das provas de
triatlo de Paris2024.Os dois estreantes
portugueses, que ficaram a 13 e 15 segundos, respetivamente, do medalha
de bronze, o francês Léo Bergere, garantiram mais dois diplomas
(posições até ao oitavo lugar) para Portugal e ajudaram a escrever uma
nova jornada feliz para o triatlo nacional, que hoje também celebrou o
11.º lugar da Maria Tomé na prova feminina.Vilaça
e Batista saíram atrás na natação, recolaram no ciclismo, perderam na
transição final, mas foram recuperando paulatinamente posições durante a
corrida, cumprindo os dois derradeiros quilómetros juntos. No
sprint final, foi o triatleta de 24 anos a levar a melhor, num esforço
que ‘pagou’ depois – teve de passar pelo centro médico para repor a
temperatura, numa jornada ‘abafada’ em Paris. Pouco
depois de Maria Tomé e Melanie Santos concluírem a sua prestação, os
dois lusos, que deveriam ter competido na véspera mas viram a
organização adiar para hoje a sua prova, devido à má qualidade da água
do Sena, mergulharam no rio da capital francesa.Os
1.500 metros de natação deixaram-nos atrasados em relação aos da
frente, com Vasco Vilaça a ser 26.º, a 53 segundos do então líder, o
austríaco Tjebbe Kaindl, e Ricardo Batista a estar dois lugares mais
atrás, a um minuto. Com tempo para
recuperar, Batista, de 23 anos, entrou ao trabalho para promover a
aproximação à frente da prova: primeiro, os dois colaram-se ao segundo
grupo, que colaborou bem, conseguindo mesmo fazer a junção do pelotão.A
estratégia resultou e, no final dos 40 quilómetros de ciclismo, havia
32 triatletas separados por menos de 10 segundos. No entanto, na
transição, os portugueses acabaram fora do top 20.Numa
prova com permanentes mudanças de liderança, foram os 10 quilómetros de
corrida a decidir: Hayden Wilde isolou-se e parecia ter garantido o
ouro, apenas para ser ultrapassado por Alex Yee nos derradeiros metros. O
neozelandês acabou em segundo, a seis segundos do campeão olímpico, com
Bergere a fechar o pódio, a 10. Com o
resultado de hoje, Vasco Vilaça não só iguala o melhor resultado de um
triatleta masculino em Jogos Olímpicos – João Pereira foi quinto no
Rio2016 -, como ambos fazem sonhar a Missão portuguesa quanto à estafeta
mista de 05 de agosto.