Vasco Vilaça acredita que chegará a LA2028 no momento perfeito para tentar o pódio
Hoje 11:30
— Lusa/AO Online
“Acho
que [28 anos] é uma idade ótima para atingir esse sonho. É o balanço
perfeito entre a experiência e a juventude. Em Brisbane2032, com 32
anos, já passei um bocadinho a minha juventude e é capaz de me faltar
aquela velocidade ou aquela capacidade de regeneração como têm os
atletas mais novos. Em Paris2024, era demasiado jovem, se calhar com
pouca experiência, principalmente em Jogos Olímpicos. Por isso, em
LA2028 será a altura ideal para tentar concretizar o sonho”, assumiu.O
atleta de 26 anos falava à Lusa depois de no sábado ter vencido a etapa
de Samarcanda, concluindo o desafio em 01:43.33 horas, quatro segundos
mais rápido do que o alemão Henry Graf, segundo classificado, e oito do
que o canadiano Charles Paquet, terceiro.O
primeiro ouro no seu currículo após 10 pódios em Mundiais deixou Vasco
Vilaça sedento de “mais triunfos” na competição, um objetivo que acumula
com o de voltar ao pódio final na competição, depois do bronze
alcançado em 2025, no termo do circuito.“Finalmente
a medalha de ouro. É o resultado mais perfeito dos meus mundiais, sem
dúvida. Há muito tempo que andava à procura desta medalha e, finalmente,
conseguir lá chegar tem um sabor muito especial, principalmente por ter
sido tão difícil, por ter demorado tantos anos, embora tenha feito
muitos pódios. Mas há muito tempo que andava à procura deste sabor à
medalha de ouro que ainda não tinha conseguido experimentar”,
reconheceu, em declarações à agência Lusa.Este
êxito vem na sequência do terceiro lugar final do circuito mundial de
2025, “algo muito especial e também algo que andava há muito tempo à
procura”, uma vez que já tinha sido quarto: em 2020, foi vice-campeão do
Mundo, mas na altura, devido à covid-19 e limitações competitivas,
tratou-se de prova única. “Claro que
gostei muito de tudo isto, pelo que quero voltar a poder estar no pódio,
não só em etapas, mas no ranking geral no final do ano”, garantiu.O
triatleta luso tem mais oito etapas do Mundial até à finalíssima de
setembro, em Pontevedra, Espanha, porém vai falhar já a próxima, no
Japão, a “mais distante”, para poder focar-se no treino com o seu grupo
de trabalho em Girona, conjugado com estágio em altitude, em Font Romeu,
nos Pirenéus franceses. Se os êxitos
individuais fazem parte do dia a dia de um atleta de alta competição,
Vasco Vilaça destaca também os coletivos, já que está focado em ajudar a
qualificar um terceiro elemento masculino para os Jogos Olímpicos,
depois do seu quinto lugar em França, onde esteve acompanhado de Ricardo
Batista, sexto.“Além de sermos muito
bons, somos uma equipa. Somos muito unidos e isso ajuda muito”, elogiou,
referindo-se a Ricardo Batista, Miguel Tiago Silva e a João Nuno
Batista, “um atleta mais novo, muito bom e que com alguma experiência
vai também subir bastante no ranking”.Vasco
Vilaça destaca a comunicação e entreajuda entre todos nas provas, “uma
pequena vantagem em relação a outros países”, além de se sentir “mais
protegido” em qualquer prova face aos benefícios da forte empatia dentro
do grupo.O português volta a competir no
final de maio em Alghero, Sardenha, Itália, na terceira etapa do
Mundial, sendo que a primeira, que estava prevista para março em Abu
Dhabi, não se realizou devido à guerra no Médio Oriente iniciada com o
ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irão.