Vasco Santos é o cabeça de lista do MAS às eleições de 26 de maio

Europeias

10 de mar. de 2019, 13:01 — Lusa/Ao online

O candidato do MAS tem 46 anos e é assistente operacional no hospital de Barcelos há 25 anos.“Quem escolheu foi o conjunto do partido e eu aceitei essa responsabilidade”, afirmou, assumindo que o objetivo é que esta seja uma “candidatura que fale para os trabalhadores e seja a voz dos trabalhadores”.Além de fazer parte da direção do partido, que se formalizou em 2013, Vasco Santos também é dirigente sindical no Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte.Vasco Santos será o primeiro candidato de uma lista que será paritária.“Metade da lista irão ser mulheres”, disse Vasco Santos, em declarações à agência Lusa.Apontando que “nos primeiros cincos lugares deverão estar três mulheres, em princípio”, o candidato ressalvou que “a lista ainda está a ser ordenada”.Questionado sobre resultados esperados, Vasco Santos assumiu que “é sempre um bocado complicado” fazer uma projeção, porque “é difícil prever” como é que o partido se irá sair nas eleições de onde sairão os próximos 21 eurodeputados portugueses.O objetivo principal, referiu, é “passar a mensagem de que é preciso uma Europa diferente, uma Europa para os pobres e não só para os ricos”.A candidatura do MAS assume-se como “anticapitalista, feminista, antirracista, anti-homofobia e de classes”.“Defendemos uma sociedade de facto diferente da que temos”, afirmou, vincando que “é necessário construir uma Europa diferente”, por forma a melhorar as “condições de vida para quem vive na Europa”.O MAS quer também uma “Europa sem muros nem austeridade”, sem precariedade e “mais solidária”, e que “deixe de fechar a porta aos migrantes”, acrescentou o cabeça de lista.Em comunicado, o partido salienta que é necessário “um projeto europeu determinado em combater os privilégios das elites, como forma de defender os direitos laborais e democráticos de quem vive do seu trabalho, empenhado na defesa e controlo público dos setores estratégicos, nomeadamente da banca” e “decidido a defender direitos iguais”.O MAS defende ainda “uma total transição energética até 2035”.“Esta solução não virá da direita nem da extrema-direita conservadoras e negacionistas de muitos destes problemas sociais. Só através da mobilização da maioria será possível construir um sistema diferente do atual capitalismo”, lê-se na nota.