Vasco Cordeiro volta a defender extinção de Representante da República
27 de jul. de 2018, 15:51
— Lusa/AO Online
Em
alternativa, o governante sugere a criação de uma entidade que permita
manter nos Açores a competência de fiscalização da atividade
legislativa."A
existência de uma entidade na região, prevista pela região, do ponto de
vista técnico que tenha essa função parece-me ser uma boa base de
trabalho para análise", considerou Vasco Cordeiro.O
presidente do executivo açoriano falava aos jornalistas depois de ter
sido ouvido no âmbito de uma reunião da Comissão Eventual para a Reforma
da Autonomia (CEVERA), que decorreu esta sexta-feira, no
Palácio de Santana, residência oficial do presidente do Governo Regional
dos Açores.Vasco
Cordeiro considera que deve continuar a haver uma "fiscalização
preventiva da constitucionalidade" e sugere uma solução semelhante à
existente numa região italiana."Acho
que deve existir a fiscalização preventiva da constitucionalidade, não
apenas até naquilo que tem a ver com a produção legislativa regional,
mas também naquilo que tem a ver com a produção legislativa nacional na
relevância que tem para os Açores. Não faz sentido que essa, sendo uma
competência de fiscalização, seja considerada apenas dentro dos órgãos
governo e assembleia legislativa, porque caía numa situação de estarem a
fiscalizarem-se a si próprios, isso não dá garantias, do ponto de vista
conceptual, de ser uma boa solução", disse.Na
ocasião, o presidente do executivo açoriano defendeu ainda uma reforma
do sistema eleitoral e assumiu estar contra a proibição da criação de
partidos regionais, quando confrontado pelos deputados."O
que eu acho é que não deve haver a proibição. No fundo deve ser
encarado com a naturalidade que tem e que deve ter a forma como os
cidadãos se organizam e entendem se associar do ponto de vista político,
ou seja, o que eu penso que está mal aqui não é a ausência da previsão
de partidos regionais o que eu acho que está mal aqui é a proibição da
existência de partidos regionais", disse.Na
ocasião, Vasco Cordeiro destacou "a importância do trabalho" da CEVERA
como sendo "decisivo e profundo" para o futuro da Região Autónoma dos
Açores.