Vasco Cordeiro rejeita avançar se deve ser ele a formar governo
7 de nov. de 2020, 19:11
— Lusa/AO online
“Por uma questão de respeito,
não me compete vir aqui dizer ao senhor representante da República como é
que ele exerce as suas competências (...) Amanhã [domingo], farei uma
declaração em que darei conta da nossa leitura sobre essa decisão”,
avançou, em declarações aos jornalistas.O
líder regional socialista falava à saída de uma audiência com o
representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Pedro
Catarino, em Angra do Heroísmo.Na
sexta-feira, Pedro Catarino já tinha ouvido os representantes regionais
do PAN, do Iniciativa Liberal, do PPM e do BE e do Chega e hoje de manhã
ouviu o líder do PSD/Açores.Questionado sobre se teria condições para governar com estabilidade, Vasco Cordeiro rejeitou também fazer comentários. “Acho
que devemos esperar pela decisão do senhor representante da República.
Obviamente, durante este período, o PS contactou com a maioria dos
partidos que foram eleitos e agora o tempo é de aguardar”, apontou.O
líder regional socialista disse que apresentou apenas a Pedro Catarino a
sua leitura sobre a situação política atual dos Açores.“O
Partido Socialista, como é público, foi o partido mais votado. O
Partido Socialista venceu em sete das nove ilhas, em 12 dos 19
concelhos, em 101 das 156 freguesias da nossa região, teve mais votos do
que qualquer um dos outros partidos que se apresentou a esse ato
eleitoral, mas o Partido Socialista perdeu votos e perdeu deputados e
isso, para nós, tem uma leitura muito clara quanto àquilo que o
eleitorado nos disse”, avançou.Segundo
Vasco Cordeiro, essa leitura é de que “é preciso fazer as coisas de
maneira diferente”, “fazer um esforço acrescido de consensualizar
soluções” e “fazer um esforço acrescido em termos de diálogo com outros
partidos políticos”.“Os senhores têm mais
votos, mas têm de fazer as coisas de maneira diferente. E julgo que o
Partido Socialista percebeu esta mensagem do povo açoriano. A partir
daqui há agora um período em que o senhor representante da República
tomará uma decisão que é essencial para este processo”, frisou.