Vasco Cordeiro quer política a reforçar laços entre os Açores e Santa Catarina
20 de abr. de 2018, 09:52
— Lusa/AO online
Numa
visita ao Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa
Catarina, Vasco Cordeiro reiterou a mensagem que trouxe ao Brasil,
garantindo "querer manter esta ligação, estas raízes" entre os açorianos
e os brasileiros de Santa Catarina."Esta
visita para mim tem sido, utilizando uma expressão bíblica, uma
autêntica Estrada de Damasco em relação à questão da diáspora açoriana,
das comunidades açorianas, da imigração açoriana", vincou, numa
referência à Bíblia.Para Vasco Cordeiro, a viagem ao Brasil, que termina no domingo, "não é apenas uma viagem em que se sinaliza a afetividade"."É
importante que a política acompanhe e reforce aquilo que a história, a
identidade e a cultura já estabeleceram há muito", acrescentou o chefe
do Governo dos Açores, que garantiu novamente que irão ser procuradas
"novas formas de fortalecer a ligação" entre a região autónoma
portuguesa e Santa Catarina.Aquela
que é a primeira deslocação de Vasco Cordeiro ao Brasil enquanto
presidente do executivo açoriano decorre na sequência da declaração de
2018 como "Ano dos Açores em Santa Catarina", onde, entre 1748 e 1754,
desembarcaram os primeiros emigrantes da região autónoma.A
deslocação oficial inclui hoje e no sábado passagens pelas cidades de
São Paulo e Rio de Janeiro, onde o chefe do executivo regional terá
encontros com as comunidades naquelas cidades e presidirá ao lançamento
do livro "Uma Página sobre Vitorino Nemésio", que vai decorrer na Casa
dos Açores do Rio Janeiro.A
convite de Vasco Cordeiro, a comitiva que se encontra no Brasil integra
ainda os presidentes das Câmaras Municipais de Ponta Delgada, Angra do
Heroísmo e Praia da Vitória - cidades geminadas com Florianópolis,
capital do estado de Santa Catarina -, bem como alguns deputados da
comissão de Política Geral do parlamento açoriano.O
Brasil constituiu o destino da primeira vaga sistemática de emigração
açoriana a partir do século XVIII, nomeadamente para o sul do país.Após
este período verificou-se um grande fluxo migratório, em finais do
século XIX e no início e na primeira metade do século XX, para os
estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.