Vasco Cordeiro pede votos no PS para afastar cenário de crise política
Açores/Eleições
23 de out. de 2020, 10:43
— Lusa/AO Online
"O pior que podíamos ter neste
momento seria somar à crise de saúde, à crise económica, aos efeitos
perversos desta pandemia, não apenas na saúde, mas na economia e na
sociedade, aquilo que poderíamos ter de mais negativo era uma crise
política. E essa crise política pode acontecer, pode acontecer se se der
espaço para que a partir do dia 25 se passe a discutir outras coisas,
se passe a discutir a vontade, a ambição, o desejo de cada um dos outros
partidos da oposição e não o desejo de manter os Açores neste rumo
certo e rumo firme para sairmos desta tempestade em que nos
encontramos", considerou. O socialista,
presidente do Governo dos Açores desde 2012, e candidato a um terceiro e
último mandato, falava numa sessão 'online' do PS da região com vista
às regionais de domingo no arquipélago.Para
Vasco Cordeiro, a situação atual dos Açores, "mesmo nesta tormenta", é
diferente para melhor do conjunto do país, "seja na defesa da saúde
pública dos açorianos" ou "na defesa do emprego", por exemplo. Contudo,
pela frente está ainda "um mar de desafios, mas para vencê-los" o PS
diz ter a "determinação, o conhecimento, a firmeza e a experiência"
governativa."No próximo domingo a nossa
autonomia precisa de nós. No próximo domingo é o tempo para darmos algo à
nossa autonomia e é por isso que é importante ir votar, votar no PS,
para que se consiga no futuro manter este rumo. Para que se consiga no
futuro assumir, em toda a sua extensão, a defesa dos Açores e a defesa
dos açorianos", considerou.Ao todo, são 13
as forças políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia
Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal,
Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.Nas
anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos
votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra
30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do
CDS-PP (quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.