Vasco Cordeiro fala em congresso no Brasil da “maravilha que é ser dos Açores”
19 de abr. de 2018, 14:37
— Lusa/AO online
"Aqui,
no Brasil, ali, no Uruguai, acolá, nos Estados Unidos e no Canadá, ou,
simplesmente onde houver um açoriano livre", Vasco Cordeiro abordou o
"mar maior" que "abraça também Santa Catarina", estado que por estes
dias acolhe uma visita do presidente do executivo açoriano.Falando
no Tribunal de Contas de Santa Catarina, em Florianópolis, o chefe do
executivo regional abordou a "herança de 270 anos, passada de geração em
geração", destacando as autarquias açorianas de Ponta Delgada, Angra do
Heroísmo e Praia da Vitória, cidades geminadas com Florianópolis."O
que nos traz aqui é exatamente o princípio de tudo, a colonização
setecentista açoriana que, mais do que um mero tema ou efeméride que
assinalamos, é, isso sim, um laço cultural e identitário que, neste
tempo, nos une ao tempo passado, aos nossos antepassados", declarou
Vasco Cordeiro na cerimónia de abertura do congresso internacional "270
Anos de Presença Açoriana em Santa Catarina: Mar, História, Património,
Literatura e Identidade".O
povo açoriano, prosseguiu ainda, "pode orgulhar-se das suas raízes
culturais", e "percebe-se facilmente a importância de se conhecer as
raízes da própria cultura para que haja a formação de identidade".E
especificou: "No caso concreto dos Açores, essa interação permanece,
quer entre as nove ilhas do arquipélago, quer em qualquer outro lugar da
nossa diáspora".Presente
na abertura da conferência esteve o governador do estado de Santa
Catarina, Eduardo Pinho Moreira, que "com a sua presença" deu reforçou o
"prestígio" do evento do "ponto de vista político e institucional",
vincou ainda o líder do executivo regional açoriano.Aquela
que é a primeira deslocação de Vasco Cordeiro ao Brasil enquanto
presidente do executivo açoriano decorre na sequência da declaração de
2018 como "Ano dos Açores em Santa Catarina", onde, entre 1748 e 1754,
desembarcaram os primeiros emigrantes da região autónoma.Hoje,
e antes do arranque do congresso internacional, o presidente do Governo
dos Açores esteve reunido com o prefeito de Florianópolis, Gean Marques
Loureiro.A
deslocação oficial incluirá ainda, nos dias seguintes, passagem pelas
cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, onde o socialista terá encontros
com as comunidades naquelas cidades e presidirá ao lançamento do livro
"Uma Página sobre Vitorino Nemésio", que vai decorrer na Casa dos Açores
do Rio Janeiro.A
convite de Vasco Cordeiro, a comitiva que viaja ao Brasil integra ainda
os presidentes das Câmaras Municipais de Ponta Delgada, Angra do
Heroísmo e Praia da Vitória - cidades geminadas com Florianópolis,
capital do estado de Santa Catarina -, bem como alguns deputados da
comissão de Política Geral do parlamento açoriano.O
Brasil constituiu o destino da primeira vaga sistemática de emigração
açoriana a partir do século XVIII, nomeadamente para o Sul do país.Após
este período verificou-se um grande fluxo migratório, em finais do
século XIX e no início e primeira metade do século XX, em concreto para
os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.