Vasco Cordeiro evoca Vitorino Nemésio na Casa dos Açores do Rio de Janeiro
22 de abr. de 2018, 12:07
— Lusa / AO online
Em
visita oficial ao Brasil desde quarta-feira, o chefe do executivo
açoriano falou hoje no Rio de Janeiro - perante dezenas de açorianos e
descendentes de açorianos - na sessão de apresentação da obra "Uma
Página sobre Vitorino Nemésio". O livro, advoga Vasco Cordeiro, foi hoje editado com o "simbolismo" maior de o evento de apresentação ser na Casa dos Açores do Rio, evento tido cerca das 19:00 locais, menos quatro que em Lisboa. "Pelo
simbolismo que enche esta casa, por 2018 ser o ano em que se assinala o
40.º aniversário da morte de Vitorino Nemésio, pelo valor imenso e
distinto da sua obra, é, pois, com muito gosto que presido a esta
sessão", assinalou, ladeado pelo líder da casa dos Açores
no Rio, Fernando Pires Fagundes, e pela professora Fátima Ribeiro,
ligada à edição do livro "Uma Página sobre Vitorino Nemésio". O
dia de hoje, último da visita oficial, conta ainda com um encontro com a
comunidade açoriana do Rio, e segue-se a dias passados em Florianópolis
e em São Paulo. Aquela que é a primeira deslocação de Vasco
Cordeiro ao Brasil enquanto presidente do executivo açoriano decorre na
sequência da declaração de 2018 como "Ano dos Açores em Santa Catarina", onde, entre 1748 e 1754, desembarcaram os primeiros emigrantes da região autónoma. A
convite de Vasco Cordeiro, a comitiva que viaja ao Brasil integra ainda
os presidentes das Câmaras Municipais de Ponta Delgada, Angra do
Heroísmo e Praia da Vitória - cidades geminadas com Florianópolis,
capital do estado de Santa Catarina -, bem como alguns deputados da
comissão de Política Geral do parlamento açoriano. O Brasil
constituiu o destino da primeira vaga sistemática de emigração açoriana a
partir do século XVIII, nomeadamente para o sul do país. Após
este período verificou-se um grande fluxo migratório, em finais do
século XIX e no início e primeira metade do século XX, em concreto para
os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.