Vasco Cordeiro diz que seria "incompreensível" se POSEI fosse menor no quadro 2021-2027
18 de set. de 2020, 16:13
— Lusa/AO Online
"Consideraria
uma surpresa total e absoluta e algo de absolutamente inexplicável",
declarou o governante, instado a comentar, em Ponta Delgada, um eventual
corte no programa comunitário POSEI (Programa de Opções Específicas
para o Afastamento e a Insularidade nas Regiões Ultraperiféricas) no
quadro comunitário de apoio 2021-2027.Na
semana passada, o executivo açoriano, socialista, anunciou que a região
vai receber quase o dobro dos fundos comunitários, face ao atual quadro,
com um aumento de 92%, que corresponde a mais 1.145 milhões de euros,
mas o envelope financeiro referente à agricultura e pescas ainda não
está fechado."Neste espaço, exatamente
neste espaço, o anterior comissario da agricultura, Phil Hogan, disse
que esse assunto estava resolvido", disse Vasco Cordeiro, falando
no palácio de Santana, em Ponta Delgada e referindo-se a uma
visita de Hogan à região há cerca de dois anos.A
ministra com a tutela da Agricultura no Governo da República está,
"naturalmente, a par do que está em causa", disse ainda Vasco Cordeiro.E acrescentou: "Consideraria totalmente incompreensível (...) que esse compromisso do comissário europeu fosse violado".O
governante diz ainda acreditar numa "boa negociação" sobre "o que se
decide em Bruxelas e em relação àquilo que posteriormente se decidirá em
Lisboa". O Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, recebeu, em audiência, a Direção da Federação Agrícola dos Açores.Jorge Rita foi reconduzido em junho deste ano para um novo mandato, até 2022, como presidente da Federação Agrícola dos Açores.O
responsável pela agricultura açoriana lembrou que este setor "nunca
parou" na pandemia de covid-19, mas os rendimentos dos profissionais são
menores, devido a "menores consumos" e a pessoas que "passaram a
consumir produtos de uma gama para uma gama abaixo" de qualidade, por
exemplo.O chefe do executivo açoriano
acompanhou Jorge Rita nos elogios aos agricultores: "A agricultura foi
um dos setores que nunca parou. E o facto de nunca ter parado foi
essencial para que, do ponto de vista do abastecimento, fosse possível
manter na região essa situação de regularidade, mesmo em circunstâncias
extraordinárias”, disse.