Vasco Cordeiro diz que apoio da República tem significado para todo o país
22 de out. de 2019, 12:04
— Lusa/AO Online
"O
significado da decisão que o primeiro-ministro tomou ontem
[segunda-feira], que o Governo tomou ontem [segunda-feira], não se
esgota naquilo que tem a ver com a Região Autónoma dos Açores, é mais
profundo, tem um significado maior para todo o país, do ponto de vista
da coesão regional, de um determinado entendimento daquilo que deve ser a
forma que nos articularmos enquanto país", considerou Vasco
Cordeiro.O governante falava na Praia da Vitória à margem de uma visita de trabalho de três dias do executivo açoriano à ilha Terceira.Lembrando
que, no rescaldo dos estragos provocados pelo furacão, há uma situação
"prioritária, urgente, que tem a ver com a reposição de condições de
maior segurança na operacionalidade do porto das Lajes das Flores",
Vasco Cordeiro assinala todavia que há "outras intervenções" nos Açores
"que não podem parar", entre aquelas causadas pela intempérie e outras
em andamento.O Governo da República vai
pagar 85% dos estragos causados pela passagem do furacão "Lorenzo" nos
Açores e agilizar os procedimentos para recuperar as infraestruturas
destruídas, foi revelado na segunda-feiraO
presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, reuniu-se na
segunda-feira com o primeiro-ministro, António Costa, e com os ministros
da Economia e do Planeamento, Pedro Siza Vieira e Nelson de Souza,
respetivamente, para abordar a reconstrução de infraestruturas
danificadas pelos efeitos da passagem do furacão nos Açores, em 02 de
outubro. O Governo central deverá
contribuir com cerca de 270 milhões de euros, ao passo que o Governo
Regional deve avançar com 50 milhões, perfazendo o total de 330 milhões
de euros de danos causados pelo furacão. Além
desta comparticipação entre os dois governos, também vai ser acionado o
Fundo de Solidariedade da União Europeia, que cobre apenas 2,5% dos
estragos identificados, correspondente a oito milhões de euros.A
passagem do furacão "Lorenzo" pelos Açores, na madrugada e manhã de dia
02 de outubro, provocou mais de 250 ocorrências e obrigou ao
realojamento de 53 pessoas, causando prejuízos de cerca de 330 milhões
de euros.No início da visita de trabalho à
ilha Terceira, o chefe do executivo açoriano visitou a obra de
construção do terminal de carga da Aerogare Civil das Lajes, uma obra
"muito importante no contexto regional", fortalecendo a "capacidade
exportadora" dos Açores."É uma obra há
muito ansiada, que está em adiantado estado de construção. Prevê-se que
em meados do próximo ano esteja concluída e a entrar em funcionamento",
ascendendo o investimento no equipamento a 4,6 milhões de euros,
precisou o governante.