Vasco Cordeiro desafia descendentes de açorianos no Brasil a conhecerem os Açores "de hoje"
21 de abr. de 2018, 11:44
— Lusa / AO online
"Temos
um grande orgulho naquilo que as nossas comunidades construíram nos
países de acolhimento, mas é importante referir o orgulho que temos
naquilo que os Açores são hoje, naquilo que os açorianos construíram nas nossas nove ilhas", sustentou o chefe do executivo açoriano. Vasco Cordeiro falava na Casa dos Açores
de São Paulo, num encontro com a comunidade açoriana do estado,
convívio que terminou já cerca das 22:00 locais (menos quatro que em
Lisboa) e fechou o terceiro dia de presença de uma comitiva açoriana no
Brasil. Numa intervenção mais voltada para a evolução dos Açores
do que para o sentimento de Vasco Cordeiro nesta visita ao Brasil, o
governante sublinhou que conhecer o arquipélago nos dias de hoje é
"conhecer desafios, mas também oportunidades". "Temos certamente
desafios, mas o trajeto que fizemos deve orgulhar também as nossas
comunidades açorianas emigradas e todos aqueles que amam os Açores", prosseguiu Vasco Cordeiro. O
dia de hoje, último da visita oficial, será dedicado a um encontro com a
comunidade açoriana do Rio de Janeiro e ao lançamento do livro 'Uma
Página sobre Vitorino Nemésio'. Aquela que é a primeira
deslocação de Vasco Cordeiro ao Brasil, enquanto presidente do executivo
açoriano, decorre na sequência da declaração de 2018 como "Ano dos Açores em Santa Catarina", onde, entre 1748 e 1754, desembarcaram os primeiros emigrantes da região autónoma. A
convite de Vasco Cordeiro, a comitiva que viaja ao Brasil integra ainda
os presidentes das Câmaras Municipais de Ponta Delgada, Angra do
Heroísmo e Praia da Vitória - cidades geminadas com Florianópolis,
capital do estado de Santa Catarina -, bem como alguns deputados da
comissão de Política Geral do parlamento açoriano. O Brasil
constituiu o destino da primeira vaga sistemática de emigração açoriana a
partir do século XVIII, nomeadamente para o sul do país. Após
este período verificou-se um grande fluxo migratório, em finais do
século XIX e no início e primeira metade do século XX, em concreto para
os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.