Vasco Cordeiro defende equilíbrio entre saúde pública e economia
6 de mai. de 2021, 09:47
— Ana Carvalho Melo
“Julgo que
cada vez mais se torna evidente e claro a necessidade de arrepiar
caminho (…) é necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre aquilo
que são as necessidades de proteção da saúde de todos e aquelas que são
as necessidades da vida em sociedade, seja ela no domínio económico, no
domínio social, seja ela no domínio da educação”, afirmou ontem Vasco
Cordeiro, após uma reunião com uma delegação representante dos
signatários do “Manifesto Açoriano pelos Direitos Fundamentais”.Também
ontem os subscritores do “Manifesto Açoriano Pelos Direitos
Fundamentais” reuniram com o deputado Nuno Barata que - de acordo com
nota deste grupo - concordou com “a substância do Manifesto e a
avaliação de que a ilha de São Miguel e a sua população vive uma
situação insustentável e com consequências económicas e sociais ainda
longe de poderem ser contabilizadas e que acarretarão enormes prejuízos
no futuro”.O “Manifesto Açoriano pelos Direitos Fundamentais” foi
enviado por um movimento constituído por 50 profissionais de diferentes
setores económicos ao presidente do Governo e ao parlamento regional.
Neste documento é feito um “apelo urgente” à “alteração na estratégia de
combate à pandemia e uma atenção especial à situação económica da ilha
de São Miguel”.Na terça-feira, este grupo reuniu-se com a Câmara de
Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) apresentando as suas
preocupações e propostas, tendo recebido “abertura para debater e
analisar as mesmas”, revela nota de imprensa. “Existe, de ambas as
partes, um entendimento comum sobre a gravidade da situação económica
que se vive atualmente na ilha e, também, sobre a imperiosa necessidade
de se implementar com urgência um Plano de Revitalização Económica da
Ilha de São Miguel, desburocratizado e financeiramente robusto”, é
revelado, sendo acrescentado que a direção da CCIPD demonstrou “abertura
para que se encontrem plataformas de diálogo”.No mesmo dia, os
subscritores do Manifesto reuniram com os deputados do Grupo Parlamentar
do PSD, Ana Quental, Sabrina Furtado, António Vasco Viveiros e Flávio
Soares, reafirmando a gravidade da situação social e económica que se
vive na ilha de São Miguel, “ao fim de pouco mais e um ano de pandemia, e
do ponto de saturação da sua população por mais um mês de lock down”.
Na ocasião, os deputados comprometeram-se a transmitir as propostas
deste Manifesto aos membros do Governo.