Ataques terroristas em Paris fazem mais de 100 mortos

13 de nov. de 2015, 20:43 — LUSA/AO Online

As primeiras notícias surgiram pelas 22:20 locais (21:20 em Lisboa), dando conta de várias explosões perto do Estádio de França, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções francesa e alemã, e de um ataque com arma de fogo num restaurante. Entretanto, a polícia encerrou as ruas do centro da cidade e pediu às pessoas que não saíssem de casa. A Agência France Presse relatou sirenes a tocar por toda a cidade, ruas bloqueadas pela polícia e familiares das vítimas a chorar. Estas foram cenas do 'apocalipse' vivido em Paris. O presidente francês, que na altura dos primeiros relatos estava no Estádio de França, anunciou pelas 00:00 locais (23:00 em Lisboa) que decretou o estado de emergência no país e o encerramento das fronteiras na sequência de "ataques terroristas sem precedentes". Um dos tiroteios ocorreu na sala de espetáculos Bataclan, onde se verificou uma situação de reféns. Pelas 00:30 de hoje (23:30 em Lisboa) ouviram-se várias rajadas e explosões na sala de espetáculos. Os atacantes da sala de espetáculos dispararam de rosto descoberto durante vários minutos contra o público que assistia a um concerto, tendo inclusive recarregado as armas, relatou um jornalista presente no local. Além da Bataclan, na avenida Voltaire, foram registados ainda tiroteios na rua da Fontaine au Roi e na rua de Charenton. Os ataques foram condenados por países como os Estados Unidos da América, a Alemanha, Espanha e Portugal. Os presidentes do Conselho Europeu, Donald Tusk, da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, e do Parlamento Europeu, Martin Schulz, afirmaram estar profundamente horrorizados com os ataques. Já o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, afirmou estar "profundamente chocado" com os ataques, que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, considerou "desprezíveis".*   *notícia atualizada às 23h30