Variante originária do Reino Unido detetada em 58% das amostras do INSA
Covid-19
3 de mar. de 2021, 18:56
— Lusa/AO Online
“A
variante associada ao Reino Unido foi detetada por sequenciação com uma
frequência relativa de 58.2% na amostragem nacional de fevereiro,
mostrando um grande incremento relativamente à frequência de 16%
observada em janeiro”, refere o relatório sobre a diversidade genética
do SARS-CoV-2 que provoca a doença covid-19.O
relatório hoje divulgado, que não faz a estimativa direta da
prevalência a nível nacional das variantes, refere também que foram
detetados, até ao momento, cinco casos da variante do vírus associada à
África do Sul, sendo um destes casos identificado em fevereiro, o que
indicia que a sua circulação “é ainda limitada em Portugal”.Para
além dos 07 casos que já tinham sido previamente notificados e que
estão associados a uma única cadeia de transmissão, foram detetados, na
amostragem de fevereiro, mais três casos da variante originária da
região de Manaus, no Brasil, números que, de acordo com o INSA, sugerem
que esta variante também tem uma circulação reduzida no país.Em
fevereiro, foram ainda contabilizados 15 casos associados à variante do
vírus identificada como P.2, também detetada no Brasil, e que está
associada a casos de reinfeção de covid-19, avança o INSA.O
relatório indica também que a variante previamente identificada com a
mutação na proteína `spike´, agora designada C.16, foi identificada em
5.1% na amostragem de fevereiro, uma percentagem relativamente igual à
do mês anterior, mas mantendo uma “ampla dispersão nacional”, uma vez
que foi detetada em 45 concelhos, abrangendo 11 distritos de Portugal
continental, e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.Desde
abril de 2020, o INSA tem vindo a estudar, em colaboração com o
Instituto de Gulbenkian de Ciência (IGC), a diversidade genética do novo
coronavírus com o objetivo principal de determinar os seus perfis de
mutação, o que permite identificar as cadeias de transmissão e novas
introduções do vírus em Portugal.No âmbito
do trabalho de estudo da evolução do SARS-CoV-2, o INSA já analisou
4.346 sequências do genoma do novo coronavírus, obtidas de amostras
colhidas em 75 laboratórios, hospitais e instituições, representando 252
concelhos de Portugal.Desde o último
relatório, de 05 de fevereiro, foram analisadas mais 1.085 sequências,
861 obtidas no âmbito da vigilância nacional que o INSA está a
coordenar, provenientes de laboratórios distribuídos por 17 distritos de
Portugal continental e das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, e
27 sequências de amostras suspeitas da presença das variantes
associadas à África do Sul e Brasil.