Valorização da moeda chinesa far-se-á gradualmente para salvaguardar soberania do país

27 de fev. de 2011, 12:45 — Lusa / AO online

Wen Jiabao admitiu que o Governo chinês não se opõe à reforma do yuan, mas mostrou-se inflexível quanto à possibilidade de aceitar ingerências de países terceiros, numa alusão aos Estados Unidos. "Para o desenvolvimento de nosso programa é necessário levar por diante uma reforma gradual e estudada do yuan. Contudo, somos contra a politização desta questão por parte de outros países", salientou. Para Wen Jiabao, uma revalorização uma revalorização rápida do yuan não só prejudicaria alguns setores da actividade económica chinesa, caso da agricultura, mas também teria efeitos negativos para as empresas estrangeiras estabelecidas no maior país emergente do mundo. Desde meados dos anos 90, o yuan valorizou-se 53 por cento face ao dólar e, desde 2005, a apreciação foi de 22 por cento, um ritmo que prosseguirá “atendendo sempre às necessidades da economia chinesa”, concluiu.