"Vacinas são boas notícias mas terão que chegar a milhares de milhões"
Covid-19
23 de nov. de 2020, 18:21
— Lusa/AO Online
Na
conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia, o diretor-geral
daquela agência das Nações Unidas, Tedros Ghebreyesus, afirmou que os
resultados de pelo menos três vacinas já anunciados permitem ter
“esperança real de que as vacinas, em conjunto com outras medidas de
saúde pública comprovadas, ajudarão a acabar com esta pandemia”. O
desenvolvimento destas vacinas em meses é um “feito científico cuja
importância não pode ser subestimada”, declarou Ghebreyesus, salientando
que a urgência com que se lançou a investigação para as obter tem que
ter urgência equivalente na sua “distribuição justa” por todos os
países.A cientista-chefe da OMS, Soumya
Swaminathan, afirmou que é importante haver várias vacinas e de vários
tipos, uma vez que será preciso vacinar milhares de milhões de pessoas”.A
mais recente vacina cujos ensaios clínicos foram divulgados, a do
laboratório AstraZeneca e da Universidade de Oxford tem uma taxa média
de eficácia de 70 por cento, enquanto as da Pfizer/BioNTech e da Moderna
apresentam, segundo os resultados preliminares, taxas de eficácia na
casa dos 90%.A vice-diretora da OMS,
Mariângela Simão, referiu que a agência está em contacto com as empresas
e que está “muito esperançosa” na avaliação dos resultados dos testes
clínicos, que se prevê que possam estar concluídos “no princípio do
próximo ano”.Em relação à vacina da
AstraZeneca, Soumya Swaminathan salientou que pode ser armazenada
“temperaturas normais de refrigeração”, entre 02 e 08 graus centígrados,
o que significa “enormes vantagens logísticas” para a sua distribuição e
armazenamento, enquanto as da Pfizer/BioNTech e da Moderna exigem
armazenamento a temperaturas extremamente baixas, inferiores a 70 graus
negativos.