Vacinas CureVac e Novavax “não estão contabilizadas no planeamento”
Covid-19
20 de jul. de 2021, 12:13
— Lusa/AO Online
“Estas
vacinas ainda não estão contabilizadas no planeamento. Claro que, assim
que estejam disponíveis, isso terá um impacto positivo de aceleração do
plano” de vacinação, adiantou à agência Lusa a `task force´ que
coordena este processo.A
13 de abril, a Direção-Geral da Saúde e a `task force´ avançaram que,
para o segundo trimestre deste ano, estavam previstas chegar a Portugal
cerca de 733 mil doses da Curevac e cerca de 350 mil da Novavax, num
total de mais de um milhão de vacinas destas duas farmacêuticas.No
entanto, estas duas vacinas continuam em análise continua pelos peritos
da Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês), assim
como outras duas: a chinesa Sinovac e a Sputnik V, esta última
desenvolvida pelo Centro Gamaleya de Epidemiologia e Microbiologia da
Rússia.A
norte-americana Novavax e a alemã CureVac estão em avaliação na EMA
desde fevereiro deste ano, a Sputnik V desde março e a Sinovac desde
maio.“A
`task force´ adota, por norma, uma postura de planeamento conservadora,
no sentido de, nos cálculos de taxa de execução e de vacinas a
administrar, apenas contar com vacinas já aprovadas pela EMA, e sobre as
quais há uma expectativa mais segura - dentro do grau de incerteza que
sempre existe - sobre as suas entregas”, explicou a estrutura coordenada
pelo vice-almirante Gouveia e Melo.Na
semana passada, o regulador europeu disse à Lusa que mantém a revisão
continua destas quatro vacinas contra a Covid-19 até que existam dados
suficientes que permitam às empresas farmacêuticas solicitar,
formalmente, a sua introdução no mercado.“As
revisões contínuas prosseguirão até que evidências suficientes estejam
disponíveis para um pedido formal de autorização de introdução no
mercado”, adiantou a EMA.Neste momento, a EMA não tem nenhum pedido formal para atribuir a autorização para vacinas contra o vírus SARS-CoV-2.A
revisão contínua é uma ferramenta regulatória que a EMA usa para
acelerar a avaliação de um medicamento promissor durante uma emergência
de saúde pública, como é o caso da pandemia de Covid-19.A
EMA já aprovou quatro vacinas para comercialização nos Estados-membros,
nomeadamente, da Pfizer/BioNTech, da Moderna, da Janssen (grupo Johnson
& Johnson) e da AstraZeneca, que fazem parte do plano de vacinação
português que arrancou a 27 de dezembro de 2020.“No
caso de uma revisão contínua, o comité de medicamentos humanos (CHMP)
da EMA analisa os dados à medida que se tornam disponíveis a partir dos
estudos em curso. Assim que o CHMP decidir que existem dados suficientes
disponíveis, a empresa pode apresentar um pedido formal”, adiantou o
regulador.As
vacinas contra a Covid-19 são desenvolvidas seguindo os mesmos
requisitos de qualidade, segurança e eficácia farmacêutica exigidas aos
outros medicamentos.O
que é diferente para as vacinas contra a Covid-19 é a velocidade de
desenvolvimento, assim como o processo de aprovação na UE, que foi mais
rápido para as quatro vacinas já aprovadas, devido à emergência de saúde
pública.Para
ganhar tempo, alguns fabricantes de vacinas aumentam a capacidade e
começam a sua produção antes de obterem a necessária autorização de
comercialização.Cabe
às autoridades de saúde de cada Estado-membro da UE decidir quem deve
receber cada vacina Covid-19 no seu país, de acordo com os respetivos
planos nacionais de vacinação.A EMA não está envolvida na alocação e distribuição de vacinas.