Vacinação em lares arranca na próxima semana em 25 concelhos
Covid-19
30 de dez. de 2020, 11:19
— Lusa/AO Online
Em conferência de
imprensa ao final da tarde, no Palácio da Ajuda (Lisboa), Marta Temido
explicou que a prioridade de vacinação contra a covid-19 nos lares de
idosos e unidades de cuidados continuados integrados foi definida com
base no mapa de risco.Os primeiros a
receber a vacina a partir de segunda-feira, quando está prevista a
chegada a Portugal de mais doses, são as 150 estruturas identificadas
nos 25 concelhos com risco extremamente elevado.Por região, são 11 no Norte, cinco no Centro, um em Lisboa e Vale do Tejo e oito no Alentejo.Na semana seguinte, a partir de 11 de janeiro, a vacinação avança para os lares de idosos dos restantes concelhos.Marta
Temido disse também que até agora não foi detetado nenhum caso de
reação grave à vacina e que foram relatadas reações leves em alguns
momentos, mas não motivaram qualquer notificação.De
acordo com a ministra, a acontecer essa reação “os profissionais de
saúde sabem como proceder”, sendo que quando a população em geral
começar a ser vacinada “a indicação poderá ser a de contactar com a
linha de saúde 24, que poderá encaminhar para a unidade onde foi
administrada a vacina”.Nas respostas aos
jornalistas, Marta Temido disse também que o Ministério da Saúde faz na
quarta-feira uma reunião informal com os cinco hospitais que iniciaram a
vacinação contra a covid-19 no domingo, para perceber o que correu bem e
menos bem, para melhorar.Também
questionada pelos jornalistas Marta Temido disse que Portugal se mantém
no processo de compras conjuntas de vacinas da União Europeia (em vez de
comprar diretamente à farmacêutica) e desvalorizou que 140
profissionais do Hospital de Viseu tenham decidido não tomar a vacina.A
ministra recordou que a vacinação é facultativa, e que há razões
várias, e pessoais, para que pessoas optem por não se vacinar neste
momento. “Se as pessoas entenderem que precisam de mais informação
aguardaremos por elas”, disse.