Vacinação de titulares de órgãos de soberania começa na próxima semana
Covid-19
25 de jan. de 2021, 16:31
— Lusa/AO Online
“Seguidamente, iremos
avançar para a vacinação dos outros serviços essenciais, como tínhamos
previsto: profissionais de emergência pré-hospitalar - designadamente
bombeiros -, profissionais de serviços essenciais, forças de segurança
e, entre eles, titulares de órgãos de soberania. Iniciarão a sua
vacinação a partir da semana que vem”, afirmou.Questionada
pelos jornalistas sobre uma eventual ação em relação a membros de
direção de alguns lares que receberam doses de vacina sem alegadamente
estar em contacto direto com os utentes das instituições, Marta Temido
revelou que desta reunião com a ‘taskforce’ serão definidos “mecanismos”
de controlo destas situações. Sem falar em eventuais sanções, a
ministra preferiu apontar à “censura social” destes casos.“Foram
discutidos mecanismos que irão ser estabelecidos para a avaliação de
situações de desvio àquilo que são as regras de vacinação de acordo com
os grupos prioritários. Esses mecanismos serão aqueles que nos
permitirão garantir que estas situações são evitadas e, acontecendo, são
objeto da necessária censura, caso se constate que correspondem a
situações de vacinação indevida face à ordenação dos grupos
prioritários”, notou. Em causa está o
episódio da última semana da vacinação do presidente da Câmara Municipal
de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, que é igualmente presidente da
Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), responsável pelo
lar de idosos onde se registou um surto no verão e que provocou a morte
de 18 pessoas, tendo sido por via dessa função que viu o seu nome ser
incluído na lista de pessoas a vacinar pela instituição.Contudo,
os autarcas vão também estar envolvidos no lote de titulares de órgãos
de soberania a vacinar já na próxima semana, não se restringindo aos
cargos mais altos do país, como o Presidente da República, o presidente
da Assembleia da República ou o primeiro-ministro.“Os
presidentes das câmaras municipais são também as autoridades municipais
de proteção civil. Isso confere-lhes uma circunstância de
essencialidade para a resposta à covid-19 e, naturalmente, isso será
tido em consideração. Estão a ser agora feitos os contactos no sentido
da identificação exata dos indivíduos para que possam começar a ser
identificados esta semana e vacinados no início da semana que vem”,
acrescentou.Segundo a ministra da Saúde, a
primeira semana de fevereiro vai marcar também o arranque da vacinação
das pessoas com mais de 50 anos e pelo menos uma das quatro
comorbilidades identificadas – doença coronária, insuficiência cardíaca,
insuficiência renal e doença pulmonar obstrutiva crónica – como sendo
de risco para o internamento em covid-19.“Este
grupo tem um universo de cerca de meio milhão de pessoas, um pouco
menos. A sua identificação através dos registos dos centros de saúde, o
processo de realização de contacto com as pessoas e da identificação das
mesmas através dos serviços privados está preparado para ser iniciado
na semana que vem”, sentenciou.