Vacina chegará primeiro aos EUA e Europa e só depois à América Latina
Covid-19
5 de nov. de 2020, 08:29
— Lusa/AO Online
Até ao momento, ainda não foi aprovada para comercialização nenhuma das 175 vacinas que estão a ser desenvolvidas no mundo.No
entanto, a aprovação de algumas das vacinas deverá ocorrer em breve,
ainda este mês ou no próximo, caso não surjam imprevistos, lembrou Hugo
Sigman, fundador e diretor geral do grupo farmacêutico Insud, que irá
produzir a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e da
AstraZeneca.As declarações do
farmacêutico Hugo Sigman foram feitas hoje durante o seminário online
organizado pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e estão a
ser citadas pela agência de notícias espanhola EFE.Segundo
o farmacêutico, ainda não é possível saber quanto tempo irão durar os
anticorpos de uma pessoa vacinada, mas prevê-se que seja pelo menos um
ano, à semelhança do que acontece com a vacina da gripe.A
vacina da Universidade de Oxford, juntamente com a candidata da Pfizer e
da BioNTechque, são atualmente apontadas como as que têm mais
hipóteses de serem as primeiras a ser submetidas à aprovação
regulatória.“Todos os países iberoamericanos estão a fazer planos de compras muito importantes”, afirmou o farmacêutico.Em
Portugal, o Governo autorizou a compra de 6,9 milhões de vacinas contra
a covid-19, que vão custar 20 milhões de euros, através de um processo
que está a ser coordenado entre países da União Europeia (UE).Sobre
as críticas de quem teme que os danos de tomar uma vacina sejam
superiores aos benefícios, o farmacêutico garantiu que os mecanismos de
segurança são “muito bons” e que “o custo-benefício de se vacinar é
superior ao de não se vacinar”.O objetivo é que pelo menos 70% da população seja vacinada para criar imunidade de grupo.O
farmacêutico lembrou que a covid-19 veio fortalecer o processo de
elaboração de um tipo de vacinas que já tinha sido iniciado com a
prevenção de outros coronavírus.Os
laboratórios já estavam a trabalhar para combater a SARS (Severe Acute
Respiratory Syndrome, que em português se traduz para Síndrome
Respiratória Aguda Grave), que foi identificada pela primeira vez em
2003, assim como a MERS (Síndrome Respiratória do Médio Oriente), que
surgiu em 2012.Hugo Sigman manifestou-se
ainda confiante quanto à forma como a pandemia deverá evoluir no próximo
ano, uma vez que já serão conhecidas as medidas para o tratamento e
prevenção da doença e porque haverá uma maior notificação dos casos
assintomáticos, o que poderá diminuir a propagação do vírus.