Vacina adaptada à Ómicron reduz internamento de idosos em 81%
10 de jan. de 2023, 18:16
— Lusa/AO online
A
investigação concluiu também que estas vacinas da farmacêutica Pfizer,
atualizadas em relação à primeira versão, diminuíram o risco de morte
devido à infeção pelo coronavírus nesta faixa etária em cerca de 86%.A
investigação foi liderada pelo médico israelita Ronen Arbel,
investigador do Sapir College, e publicada na Rede de Investigação em
Ciências Sociais (SSRN), com base em dados da aplicação dessa vacina em
Israel, país pioneiro na campanha de vacinação durante a pandemia.Esta
é a primeira avaliação em larga escala no mundo da vacina contra a
covid-19 adaptada às novas variantes do vírus, avança a agência EFE.Embora
o estudo se centre nas vacinas da Pfizer, a equipa de Ronen Arbel está
otimista em relação à eficácia da vacina desenvolvida pela farmacêutica
Moderna e que utiliza tecnologia semelhante.Arbel
faz parte de um grupo de académicos cujos estudos anteriores foram
consultados por decisores sobre a vacinação nos Estados Unidos da
América antes da aprovação da terceira e quarta doses.Para
este estudo foram analisados os dados anonimizados de cerca de 500 mil
pessoas com mais de 65 anos e feita a comparação dos indicadores de
hospitalizações e óbitos entre os que receberam o reforço contra a
Ómicron em setembro e os que não a tomaram.Perante os
resultados, Doron Netzer, outro dos autores do estudo, adiantou que a
investigação é "encorajadora", uma vez que a vacina bivalente foi
introduzida com dados limitados sobre a sua eficácia.A
vacina foi aprovada pela Food and Drug Administration dos Estados
Unidos “num procedimento de emergência sem estudos de eficácia sobre a
prevenção de doença grave. Portanto, havia incerteza no mundo sobre a
sua utilidade", adiantou o especialista.As
primeiras doses destas vacinas da Pfizer adaptadas às linhagens BA.4 e
BA.5 da variante Ómicron chegaram a Portugal em setembro.