Urgências de obstetrícia e blocos de parto mantêm plano de funcionamento até final de maio
29 de mar. de 2023, 17:22
— Lusa/AO Online
A decisão foi anunciada em
comunicado e aplica-se a partir de sábado e até ao fim de maio com o
objetivo de “assegurar a previsibilidade e segurança do funcionamento
dos serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia e dos serviços e
unidades de neonatologia do Serviço Nacional de Saúde” (SNS).Segundo
a entidade liderada por Fernando Araújo, os 13 blocos de parto da
região Norte, os sete da região Centro e os três do Alentejo vão
continuar a funcionar de forma ininterrupta durante esse período.Quanto
ao Algarve, está previsto que o bloco de partos de Faro funcione
ininterruptamente em abril e maio, enquanto a maternidade do hospital de
Portimão vai funcionar com condicionamentos ao fim de semana.Já
para a região de Lisboa e Vale do Tejo, o plano prevê que quatro blocos
de partos fiquem a funcionar de forma ininterrupta – Hospital de Santa
Maria, Maternidade Alfredo da Costa, Hospital de Cascais e Hospital
Garcia de Orta (Almada) - e nove com aberturas alternadas aos fins de
semana.Com o funcionamento condicionado
nesta região vão manter-se, assim, as maternidades dos hospitais do
Oeste (Caldas da Rainha), Médio Tejo (Abrantes), Santarém, Vila Franca
de Xira, São Francisco Xavier, Fernando Fonseca (Amadora-Sintra),
Beatriz Ângelo (Loures), São Bernardo (Setúbal) e Barreiro-Montijo.“As
cinco instituições de Lisboa - centros hospitalares Lisboa Norte,
Lisboa Central e Lisboa Ocidental e os hospitais Fernando Fonseca e de
Cascais - vão partilhar recursos no sentido de garantir o funcionamento
dos respetivos serviços de urgência e unidades de neonatologia durante
abril e maio, avançou ainda a direção executiva (DE-SNS).Segundo
a deliberação para Lisboa e Vale do Tejo, a DE-SNS “continua a
perseguir o objetivo de delinear abordagens, que são necessariamente
temporárias até se conseguir recrutar os recursos humanos necessários,
no sentido de evitar o fecho em absoluto de blocos de parto de
instituições que são relevantes” na prestação de cuidados de saúde.“Em
função da avaliação do desempenho da operação ‘Nascer em Segurança no
SNS’, durante estes mais de três meses de duração, é preferível, de
forma prudente e cautelosa, a continuação da presente metodologia,
durante os meses de abril e maio de 2023, e realizar nova avaliação no
final deste período, sendo que a exigência das respostas e a dificuldade
na sua concretização aumentaram de forma reconhecida”, refere o
documento.Entre outras razões, a DE-SNS
justificou a decisão de manter o plano apenas nos próximos dois meses
com o facto de o período de férias, mais intenso entre junho e setembro,
com a redução da disponibilidade dos profissionais, obrigar a um plano
sazonal específico.Além disso, está
prevista a realização do exame final de 28 novos especialistas de
ginecologia e obstetrícia nesta primeira época de 2023, o que
“constituirá uma ocasião relevante na fixação de novos médicos no SNS”,
adianta a deliberação assinada por Fernando Araújo para os hospitais de
Lisboa e Vale do Tejo.Esta decisão de
manter o plano para estas urgências foi tomada depois de uma reunião
recente da DE-SNS com as administrações e direções de serviço dos
hospitais de Lisboa e Vale do Tejo e com diversas entidades ligadas ao
SNS.