Universidades e politécnicos devem garantir ensino presencial, defende tutela
Covid-19
5 de ago. de 2020, 12:08
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior afirma que o papel
das instituições é “garantir o ensino e a avaliação presencial como
dimensão essencial da educação superior” e “assumir como objetivo” que
se mantenham como regra.Para isso, devem
alargar-se os horários e incluir o sábado na semana letiva, defende a
tutela, recomendando ainda “especial atenção” aos alunos que entram para
o primeiro ano, que precisam de “reforçar a sua vinculação aos cursos e
às instituições”.O ministério defende
ainda que se “promovam campanhas de testes virais” e “estudos
imunológicos com base em rastreios serológicos”, usando as próprias
capacidades dos centros de investigação das instituições de ensino
superior, especialmente entre os alunos colocados em residências
estudantis.As universidades e politécnicos
têm que garantir “medidas de reforço do distanciamento físico,
higienização e desinfeção das instalações” e ir atualizando os seus
planos de contingência conforme a evolução da covid-19.A
par do ensino presencial, devem aplicar “tecnologias digitais” para o
apoiar e apostar em formas mistas ou combinadas de ensino, adaptando
horas de contacto com os alunos e “reconfigurando, dentro dos limites
legais, as cargas letivas existentes”.As
avaliações também devem ser presenciais, com uso obrigatórios de
máscaras, defende ainda o Ministério, que pretende que se garanta “a
presença dos docentes nas instituições”.As durações das aulas e das avaliações têm que ser ajustadas para as necessidades e deve ser garantido o arejamento das salas.Quando
houver mais alunos do que a capacidade das salas permita, deve haver
“soluções apoiadas por tecnologias digitais à distância” para que todos
possam participar e deve ser prevista “uma rotatividade adequada dos
estudantes”.Espaços livres como
“corredores, cantinas, bares e zonas de convívio das residências” devem
ser especialmente vigiados, como os intervalos.Serviços
de apoio como bibliotecas também devem planear horários alargados para
“evitar a concentração de estudantes no mesmo período de tempo”.O
ministério reitera que o ensino superior tem um papel central na
recuperação do país no período pós-covid, garantindo que se consegue
aumentar o número de jovens de 20 anos na universidade dos atuais 50%
para 60% em 2030.