Universidade do Porto e UTAD lançam curso de Engenharia e Biotecnologia Florestal

9 de ago. de 2021, 16:40 — Lusa/AO Online

Trata-se, segundo explicaram os promotores, de uma “aposta inovadora” de formação interuniversitária, oferecida em parceria pela UTAD, em Vila Real, e pela Universidade do Porto, que “combina a engenharia florestal com a biologia e a biotecnologia, apostando na transição verde e digital”. Em comunicado, explicaram que a “nova licenciatura valoriza a gestão sustentável de ecossistemas florestais e agroflorestais, as aplicações biotecnológicas no melhoramento, clonagem e transformação genética de plantas e a inovação ao nível das tecnologias da madeira”. O plano de estudos combina “o conhecimento do setor florestal com novas ferramentas na fronteira do desenvolvimento tecnológico” e visa formar “técnicos qualificados para potenciar a Floresta como fonte de rendimento e de valorização social, no quadro dos desafios do desenvolvimento sustentável”.A organização desta proposta formativa, em conjunto entre duas universidades situadas em duas cidades e em duas realidades territoriais distintas é, para os promotores, “algo singular ao nível do primeiro ciclo em Portugal”. O primeiro ano do curso, que visa uma formação nuclear em ciências naturais e exatas, decorre na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), no Campus Universitário do Campo Alegre, e o segundo ano (formação específica em ciências florestais e engenharia florestal) decorre na UTAD, em Vila Real. No terceiro ano, para além das disciplinas transversais obrigatórias, os alunos poderão, através da escolha de disciplinas optativas, “aprofundar a componente de biotecnologia florestal, neste caso com maior envolvimento da FCUP”, ou “aprofundar as abordagens mais convencionais da engenharia florestal, neste caso com envolvimento mais forte da UTAD”.Poderão ainda, segundo o comunicado, "combinar disciplinas que lhes permitam uma formação sólida em ambas as áreas".Os promotores desta licenciatura referem que os “desafios associados à sustentabilidade da floresta motivam uma procura crescente por graduados em engenharia florestal por parte de autarquias e outros organismos da administração pública, centros de investigação e inovação e empresas”.