Universidade de Évora em consórcio europeu EU GREEN financiado pela Comisão Europeia
1 de ago. de 2022, 15:51
— Lusa/AO Online
Em
comunicado enviado à agência Lusa, a universidade alentejana, a
única instituição portuguesa que integra esta aliança, explicou que o
projeto visa “o desenvolvimento sustentável do ensino e da investigação
nas áreas do crescimento económico, social, cultural e ambiental”. “A
EU GREEN é uma das quatro novas alianças transnacionais de
universidades europeias que se juntam, agora, às 16 alianças que
renovaram o apoio da Comissão Europeia”, disse a Universidade de Évora
(UÉ).Segundo a academia alentejana, a
aliança pretende “implementar uma estratégia concertada para a formação
de cidadãos e para o desenvolvimento de investigação inovadora que
contribua para uma evolução favorável dos ecossistemas locais e/ou
regionais”.A parceria é liderada pela
Universidade da Extremadura, de Espanha, e integra mais oito
instituições de ensino superior, localizadas em Portugal, Suécia,
Polónia, Itália, França, Alemanha, Irlanda e Roménia. As
nove instituições que compõem o consórcio “são similares em dimensão,
localização e missão dentro dos respetivos ecossistemas nacionais. São
universidades de média dimensão, situadas em regiões relativamente
periféricas”, explicou a reitora da UÉ, Hermínia Vasconcelos Vilar.Um
contexto partilhado que torna estas instituições “particularmente
conscientes dos desequilíbrios territoriais”, pelo que defendem “um
modelo mais justo, baseado no conceito de ‘excelência distribuída’, em
que cada cidade e região da Europa tem um papel a desempenhar”,
acrescentou a reitora.Com uma comunidade
académica conjunta de mais de 144 mil estudantes e 13.900 docentes e
técnicos, a EU GREEN pretende ser “um extenso ‘hub’ europeu de educação,
investigação e inovação em sustentabilidade que ultrapassa as
fronteiras do consórcio e atua globalmente para fornecer soluções aos
desafios locais ou regionais, que podem ser replicadas a nível mundial",
disse.Os parceiros da EU GREEN partilham
ainda “como foco comum o aumento da mobilidade e internacionalização em
toda a Europa, demonstrada pela grande amplitude dos programas de
mobilidade que têm posto em prática e cuja face mais visível é a média
de estudantes internacionais em todas as instituições, que ronda os
15%”, de acordo com a UÉ.Este campus
universitário transnacional será, na visão da Aliança EU GREEN, “um
espaço de ensino reconhecido, centrado no aluno e inspirado na
investigação", não só virtual, mas também físico. “Queremos
criar experiências, impulsionar mobilidades e cooperar para além do
nível académico”, acrescentou Hermínia Vasconcelos Vilar.