Universidade de Coimbra integra projeto de 30ME para melhorar investigação sobre cancro
24 de jul. de 2025, 15:49
— Lusa/AO Online
“Ao
longo de cinco anos, o UNCAN-CONNECT pretende gerar novas plataformas e
sinergias para impulsionar a investigação e, futuramente, novos
tratamentos para o cancro, uma das grandes preocupações da medicina na
atualidade, que na Europa é responsável por 1,2 milhões de mortes por
ano”.O consórcio europeu UNCAN-CONNECT:
Rede Colaborativa Descentralizada para o Avanço da Investigação e
Inovação sobre Cancro (Decentralized Collaborative Network for Advancing
Cancer Research and Innovation), integrado pela Universidade de Coimbra
e Unidade Local de Saúde de Coimbra, vai arrancar em 01 de setembro e
decorre até agosto de 2030.Irá receber
cerca de 30 milhões de euros, no âmbito do Programa Horizonte Europa da
Comissão Europeia, para promover a investigação e a inovação na área do
cancro, permitindo um acesso seguro, interoperável e ético a dados de
saúde relacionados com o cancro em toda a União Europeia.De
acordo com a coordenação do projeto, visa promover a
interoperabilidade, o progresso científico, os processos de ciência
aberta e o fortalecimento da colaboração entre investigadores, empresas,
representantes de doentes, instituições públicas e cidadãos.“Atualmente,
os avanços do conhecimento sobre cancro exigem abordagens colaborativas
e integradas, capazes de combinar grandes volumes de dados, inovação
tecnológica e investigação multidisciplinar para o desenvolvimento de
novas estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento”, destacou a
equipa portuguesa do UNCAN-CONNECT.Em Coimbra, serão implementados quatro estudos clínicos, nas áreas do cancro pediátrico, pancreático, próstata e linfoma. A
Universidade de Coimbra participa no projeto através de uma equipa
clínica e de investigação, liderada pela docente e investigadora da
Faculdade de Medicina Ana Margarida Abrantes; enquanto a equipa da
Unidade Local de Saúde de Coimbra é liderada pelo docente da Faculdade
de Medicina da Universidade de Coimbra e diretor do Serviço de Urologia e
Transplantação Renal, Arnaldo Figueiredo. Em Portugal, integra também o
consórcio o Instituto Pedro Nunes.O
consórcio é liderado pela Universidade de Tartu (Tartu Ülikool), na
Estónia, e reúne um consórcio multidisciplinar composto por 53
instituições de 19 países.Um dos
principais contributos que o consórcio pretende lançar é uma nova
plataforma aberta às comunidades científica e clínica, para facilitar o
acesso a dados de investigação na área do cancro. “Esta
plataforma será testada e validada através de estudos clínicos
específicos em seis tipos de cancro: pediátrico, linfoma, pancreático,
ovário, pulmonar e próstata”, avançou a equipa de Portugal que integra o
UNCAN-CONNECT.Visa também estabelecer
sinergias com infraestruturas europeias de investigação já existentes,
como a BBMRI-ERIC – Biobanking and BioMolecular Resources Research
Infrastructure. Vai, igualmente, colaborar
com iniciativas como a EOSC4Cancer – European Open Science Cloud for
Cancer, a CanSERV – Providing cutting edge cancer research services
across Europe, e a EUCANImage – Novel pan-European imaging platform for
artificial intelligence advances in oncology.Segundo
a equipa portuguesa, as sinergias com estas iniciativas garantirão a
partilha eficiente, a integração e a reutilização de dados entre os
Estados-Membros, maximizando o impacto da investigação em cancro na
Europa.O UNCAN-CONNECT vem dar
continuidade ao projeto UNCAN.eu, que deu os primeiros passos para o
surgimento deste novo consórcio, que agora vai operacionalizar os
resultados do projeto anterior, nomeadamente criando circuitos de
recolha e disponibilização de dados sobre cancro para toda a Europa.