Universidade da Madeira insiste na necessidade de reforço de verbas do OE

7 de mai. de 2022, 10:03 — Lusa /AO Online

No discurso proferido na sessão solene do Dia da Universidade da Madeira, Sílvio Moreira Fernandes destacou “a longa luta” que tem sido feita para que a UMa “tenha, como já foi reconhecido pela Assembleia da República, em 2019, o seu orçamento majorado para compensar os sobrecustos devido à sua situação insular e ultraperiférica”.E lamentou que o aumento de verbas ainda não tenha sido concretizado: “Lamento, em nome da Universidade da Madeira e em nome de todos quantos se associam a esta causa, que todo o trabalho realizado, desde então, pelas reitorias da Universidade da Madeira e da Universidade dos Açores […] não tivesse acolhido aceitação”.“Lamento, igualmente, que o prometido contrato-programa anunciado em fevereiro de 2020 para a Universidade dos Açores, no valor de 1,2 milhões de euros por ano, não tenha sido celebrado, facto que não permitiu idêntica solução para a Universidade da Madeira”, acrescentou.O reitor da UMa salientou que “a falta deste meio indispensável tem vindo a afetar a capacidade de a Universidade da Madeira poder apoiar as suas áreas de suporte à atividade formativa e de investigação, do reforço dos recursos humanos, da modernização de equipamentos e da transformação digital”.“E todos sabemos o quão penoso e injusto é trabalhar em condições precárias no apoio a estas atividades”, apontou.Sílvio Moreia Fernandes referiu também que a ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino superior, Elvira Fortunato, reconheceu esta semana, numa audição parlamentar, “que era necessário encontrar um modelo mais justo de financiamento destas universidades”.“Espero que esta nova posição de abertura em relação a este problema venha a concretizar-se o mais brevemente possível”, afirmou o reitor.O professor reconheceu que as universidades não dependem apenas das dotações do Orçamento do Estado (OE), mas defendeu ser “insofismável que as receitas provenientes do OE são a base da estrutura financeira das instituições”.Esta reivindicação foi, igualmente, abordada pelo presidente do Conselho Geral da UMa, Francisco Fernandes, e pelo administrador da UMa, Ricardo Gonçalves, numa cerimónia que contou com a presença do ex-presidente do Governo Regional, Aberto João Jardim, de atuais governantes, autarcas e deputados.Por seu turno, o presidente da Associação Académica da Universidade da Madeira, Alex Faria, abordou os casos de assédio no ensino superior que têm sido tornado públicos, defendendo a necessidade de criar estruturas através das quais as vítimas possam efetuar as denúncias.Outro tema realçado pelo estudante prende-se com o desafio da saúde mental, que se agrava com a pandemia de covid-19 e com o aumento dos preços dos produtos na sequência do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.