Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP entra em vigor com 1.200 polícias
21 de ago. de 2025, 10:13
— Lusa/AO Online
Com
a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), em 2023,
algumas competências desta força de segurança passaram para a esfera da
PSP e, agora, as operações de afastamento, readmissão e retorno de
pessoas em situação irregular, que tinham sido atribuídas à Agência para
a Integração Migrações e Asilo (AIMA), ficam a cargo da PSP.O
objetivo, explicou a PSP em comunicado, é que, “a médio prazo”, a UNEF
funcione com cerca de 2 mil pessoas, incluindo “polícias, técnicos
especializados, prestadores de serviços e voluntários da sociedade civil
e de organizações não governamentais”.Esta
necessidade de aumento de trabalhadores é resultado, não só das novas
competências agora atribuídas, mas também da implementação do novo
sistema de entradas e saídas que vai funcionar a partir de 12 de outubro
de 2025 e da implementação do Pacto Europeu para as Migrações e Asilo a
partir do próximo ano.Além das operações
de afastamento e de retorno, que eram da competência da AIMA, a
vigilância, fiscalização e controlo de fronteiras aéreas, que eram já
competência da PSP, ficam também concentradas na nova unidade, que
ficará sob a liderança do diretor nacional desta polícia.A
UNEF vai também passar a abrir processos de contraordenação no âmbito
do regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de
estrangeiros do território nacional.O
objetivo é que as atuais divisões de segurança aeroportuárias e controlo
fronteiriço da PSP, criadas na sequência da extinção do SEF e situadas
nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Açores e Madeira, sejam
integradas na UNEF.No entanto, a
transferência das divisões para a UNEF será um processo “gradual e
faseado" de modo a garantir "articulação com as unidades da PSP
existentes”, explicou a PSP.À Lusa, o
dirigente sindical da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia
(ASPP), Paulo Santos, alertou para o problema que se arrasta nesta
polícia relacionado com a falta de efetivo e admitiu reservas em relação
a esta nova unidade, apontando “mais sobrecarga para os polícias”. Esta
nova unidade resultou de uma proposta do Governo, cujo projeto teve
algumas alterações pedidas pelo Chega, que ainda tentou mudar o nome da
unidade, mas sem sucesso.A proposta do
Governo foi aprovada na Assembleia da República, em julho, com os votos a
favor do PSD, Chega, IL e CDS, a abstenção do PS e JPP e votos contra
dos restantes partidos de esquerda.