Unidade hoteleira quer associar Porto Santo a destino de casamentos

29 de nov. de 2015, 11:59 — Lusa / AO online

  "Casar no mar pode ser uma experiência única, se rodeado de golfinhos e baleias", pode ler-se no sítio da internet da unidade hoteleira dirigida por Bruno Martins. O responsável do Hotel Vila Baleira vai um pouco mais longe e justifica a associação da também chamada 'ilha dourada' com "a localização da própria unidade, que se situa à beira mar, a um preço acessível e numa praia que já foi eleita a melhor de Portugal". Considera ser o argumento de peso para a unidade que dirige ter apostado neste nicho de mercado, mas crê haver outros motivos para captar alemães, ingleses e portugueses, principais mercados emissores de turistas, para uma ilha no meio do oceano Atlântico. "Em termos de flexibilidade de serviços e devido à dimensão da ilha, é fácil deslocar as pessoas de um local ao outro em pouco espaço de tempo, ou seja, tudo é muito perto da unidade hoteleira", o que permite afirmar que "se o casal quiser casar de barco, ao pôr-do-sol e depois voltar ao hotel para a boda, pode fazê-lo". Além disso, o hoteleiro argumenta existir uma tendência de as pessoas procurarem celebrar o casamento fora do seu país e normalmente em unidades que se dedicam a este tipo de eventos. A ideia não é nova a nível global, mas é-o no microcosmo da 'ilha dourada' e o posicionamento da unidade hoteleira é colmatar a falta de fornecedores que "prestem todo um serviço integrado", algo que começaram a fazer, oferecendo desde o 'catering' ao alojamento. Mas há também a necessidade de fazer marketing ao associar Porto Santo a um destino de casamentos "para aqueles que procuram celebrar o momento especial", indica. Segundo recorda, ao promover a ilha como "destino de casamentos", está também "a promover a sua localização, o seu isolamento e a sua beleza natural", ao mesmo tempo que os convidados dos casais "poderão passar palavra" sobre o Porto Santo, numa dupla promoção do destino. Bruno Martins destaca também a particularidade de o destino ser pequeno, permitindo ter uma boda com "uma flexibilidade de serviços" que outros locais podem não oferecer. O diretor declina a ideia de que a aposta neste nicho de mercado tenha algo a ver com a sazonalidade do destino, particularmente no inverno. Ao invés, diz ser "um complemento" pelo facto de estarem a "conseguir captar algum interesse para este tipo de eventos nas alturas médias" de turismo. A ilha do Porto Santo vive há anos com o problema de ser um destino 'cheio' no verão, mas praticamente deserto no inverno, mantendo, contudo, algumas unidades hoteleiras em pleno funcionamento no período baixo. A principal mais-valia do destino "é manter uma temperatura amena durante a maior parte do ano" e Bruno Martins aponta o mês de maio como o principal objetivo de capitalização. Apesar do ideal estar a meses de distância, o responsável garante que, até ao momento, já foram "feitos oito casamentos" havendo mais "uma dezena de agendamentos confirmados para o ano que vem". De acordo com o hoteleiro, há duas formas de chegar ao produto que está a ser vendido, sendo que a primeira são os canais "específicos que já são utilizados por outros destinos", caso de sítios na internet, e o segundo o canal próprio do hotel que trabalha os mercados emissores para a ilha. Os preços variam, dependendo do que o casal queira para a festa de casamento, mas Bruno Martins afiança que "a partir de 50 euros por pessoa, é possível casar na praia do Porto Santo", se esse for o desejo do casal.